Pepino Refogado com Missô

Aliás, pepino é que não tem me faltado nos últimos dias. Primeiro, foi a cadela com pneumonia, depois o câmbio do meu carro quebrou. E também tem dado muito pepino – o vegetal – na horta. Compramos mudas de pepino japonês mas o que cresceu foi pepino comum, que chamam de “caipira”. Erraram, certamente, na hora de vender.

Por aqui não temos o hábito de comer pepino refogado. Mas se pensarmos bem, é algo entre um chuchu e uma abobrinha. O do tipo “caipira” é mais macio e funciona bem refogado. Classifico como “Cozinha do Desespero” porque vai poucos ingredientes e, servido com arroz, satisfaz.

Corte meio peito de frango em tirinhas. Regue com um pouco de sake (ou vinho branco não muito seco) e suco de gengibre (rale gengibre e esprema, pode ser entre os dedos mesmo). Deixe pegar gosto.

Descasque 1 ou 2 pepinos, corte no meio pelo sentido do comprimento e retire as sementes. Corte em fatias não muito finas.

Tempere o frango com um pouco de sal. Acrescente 1 colher de fécula de batata ou polvilho doce e misture.

Aqueça um pouco de óleo em uma frigideira larga. Doure levemente os pedaços de frango. Adicione o pepino e refogue até amaciar. Tempere com um pouco de missô e pasta de pimenta coreana (gochujang). Sirva com arroz branco e um pouco de gergelim preto, torrado, por cima.

 

Share This Post

Pão da Semana: Pão de Queijo na Forma de Waffle

Nem é novidade, mas, vá lá: as férias escolares enfim chegaram, faz um calor infernal e ninguém tem ânimo para acender um forno. Vai que alguém ainda não leu o post do Marcelo Katsuki sobre fazer pão na forma de waffle.

A receita, não sei de onde veio, estava anotada em um caderno que me acompanha há mais de 30 anos. Você vai precisar de uma forma para waffle (de preferência, com revestimento anti-aderente) e um liquidificador.

Coloque no liquidificador:

3 ovos

1 xícara de leite

1 xícara de óleo

150 gramas de queijo (usei meia-cura, mas use o que gostar)

Bata até triturar o queijo.

Adicione:

3 xícaras de polvilho doce

Sal à gosto

Ligue e desligue, raspe as laterais. A massa é um pouco pesada. Se o liquidificador não conseguir virar, adicione um pouco mais de leite.

Despeje um pouco de massa na forma e leve ao fogo médio até dourar de ambos os lados.

O pão de queijo vai ficar com muitos cantinhos crocantes. Se preferir menos crocante e mais macio, adicione mais leite e doure menos.

Classifico como “Cozinha do Desespero” porque um desses satisfaz e quase não requer esforço.

PS: Se usar queijo ralado, nem vai precisar do liquidificador!

 

 

Share This Post

Yakimeshi (ou Tchahan) de Kimchee, Feito na Frigideira

Outro dia perguntei para minha mãe se ela já havia comido kimchee-tchahan. Ela disse que não. Achei até engraçado, ela é fã dessa conserva coreana. Fiz. E aproveito para explicar melhor como fazer um arroz frito solto mesmo com arroz oriental e sem o fogo intenso de um fogão industrial. E pode ser feito em uma frigideira (grande, de preferência com revestimento anti-aderente).

Para duas porções de arroz, usei 2 ovos pequenos. Misturei ao arroz quente, mesmo, até que cobrisse todos os grãos. Os ovos vão formar uma cobertura sobre os grãos. Depois de refogado, essa capa de ovo fará com que o tchahan (ou yakimeshi, como falamos por aqui) fique soltinho.

Levei ao fogo em uma frigideira aquecida, com um pouco de óleo. Tenha um pouco de paciência e evite mexer demais. Deixe dourar um pouco e vire com movimentos de baixo para cima, tombando o arroz. Pode ser feito com uma espátula ou as costas de uma colher de pau. Num fogão industrial há aquela agitação toda porque a temperatura sobe muito rápido e pode queimar. Já no fogão doméstico, demora muito mais tempo para dourar e se ficar misturando demais, os grãos de arroz irão se quebrar e mudar a textura.

Depois que o arroz estiver bem aquecido, soltinho e o ovo que cobre os grãos cozido, juntei umas 2 colheres de kimchee picado, um pouco de carne assada picada, cebolinha, 1 colher de shoyu, sal. Quando tudo ficou bem quente, juntei um bom punhado de alface romana (poderia ser americana) picada grosseiramente. Servi imediatamente, para que a alface não murchasse demais e perdesse a textura.

Ah, não gosta de kimchee? Faça com o que gostar. Se for usar vegetais refogados (como cenoura em tirinhas) ou carnes cruas (porco, frango, camarão), refogue antes, tempere à gosto e deixe à parte. Junte ao arroz depois dele bem refogado. Eu faço questão da cebolinha, que dá um aroma bom ao prato.

Vai para a categoria “Cozinha do Desespero” por ser prato único, fica pronto em minutos, pode ser feito com o que tiver na geladeira e satisfaz.

PS: Aqui está o video de como fazer um arroz frito soltinho, mesmo em uma frigideira comum. No caso, fiz com alface e vegetais.

 

 

 

 

Share This Post

Quiche Sem Massa Limpa-Geladeira

Acho o nome infeliz, mas é assim que chamam. Prefiro chamar de “enformado”. O fato é que ainda não publiquei uma receita dele, apesar de fazer com alguma frequência. Vejo na geladeira o que está sobrando e faço.

4 ovos

1/2 xícara de farinha

1 colher de chá de fermento em pó

1 ou 2 colheres de manteiga derretida

1/2 xícara de leite ou uma mistura de leite e creme ou leite e requeijão (depende do que tem na geladeira)

Sal, pimenta-do-reino

4 xícaras de vegetais picados (usei cebolas, chuchu, abóbora, cenoura, tomate mas também já fiz com brócoli, vagens em rodelinhas, abobrinha) e, se tiver, queijo minas ou cottage ou ricota. Dessa vez não tinha, não usei.

Requeijão

Mistuire os ovos com farinha e fermento. Bata um pouco e adicione o leite (ou mistura de leite com creme ou requeijão), manteiga, sal e pimenta. A massa vai ficar parecida com a de uma panqueca.

Adicione os vegetais e  o queijo minas esfarelado. No caso da cebola, eu refoguei em um pouco de óleo. O resto foi tudo cru, mesmo.

Despeje em uma assadeira bem untada. Distribua colheradas de requeijão. Leve ao forno pré-aquecido quente até dourar. Pode ser comido quente ou morno.

Vai para a categoria “Cozinha do Desespero” porque pode ser uma refeição, leva pouco tempo para ficar pronto e enquanto assa, dá tempo para tomar banho, preparar a mesa, etc.

PS: Não costumo usar carnes nessa receita, questão de gosto. Quanto aos vegetais, vai depender do que tem ou o que se gosta. Só evito colocar vegetais que soltam muita água.

 

Share This Post

Tijimi (Panqueca Coreana) com Kimchee

Pensei que já havia publicado essa receita. Como a foto que publiquei no Facebook do kimchee que fiz essa semana fez muito sucesso, aproveitei para apresentar outra maneira de se comer essa conserva deliciosa. É muito fácil e rápida de se fazer. Pode ser comida como petisco, acompanhada de uma cerveja (aliás, a primeira vez que comi foi em um izakaya). Mas também pode servir como um lanche, algo para comer no jantar quando não se está com muita fome. Como foi o caso de hoje.

O tijimi pode ser feito com kimchee, como nesse caso, mas também pode ser feito com vegetais picados, caldo de carne e pimenta. Dessa vez não adicionei carne de porco em tirinhas. Poderia ter adicionado pedacinhos de lula também. Enfim, é um prato doméstico, ou seja, vão existir centenas, milhares de variações.

Este kimchee fiz picando acelga e salgando. Deixei de uma noite para outra, para que perdesse um pouco de água e ficasse macia. Depois segui a receita que publiquei aqui:

http://marisaono.com/delicia/?p=1455

Depois coloquei em potes e deixei na geladeira. A gente vai comendo aos poucos, ao longo dos dias.

Para o tijimi:

1 xícara de farinha de trigo

1/2 xícara de água

1 ovo grande

2 colheres de sopa de caldo da conserva de kimchee

1/2 xícara de kimchee picado não muito miúdo

1 colher de sopa de óleo

1 ou 2 colheres de chá de óleo de gergelim

Misture a farinha com o ovo e a água, até formar uma massa lisa. Adicione o caldo do kimchee, o kimchee picado e os óleos. Misture bem.

Frite em uma frigideira untada com cerca de 1 colher de sopa de óleo. Se for usar uma frigideira pequena, divida a massa ao meio. Pode fazer em uma frigideira grande, fazendo uma panqueca grande. O que importa é que não fique muito grossa (como um okonomiyaki, por exemplo). Frite até dourar bem de um lado, em fogo médio. Vire do outro lado e deixe dourar. Retire de frigideira e corte em quadrados com uns 4 cim de lado.

Para o molho:

1 colher de chá de gochujang (pasta de pimenta coreana, saborosíssima)

1 colher de sopa de shoyu

1 colher de sopa de vinagre

1 colher de sopa de pasta de gergelim (tahine)

Misture a pasta de pimenta com a de gergelim. Adicione o shoyu, misture bem e adicione o vinagre. Confira o sabor. Dependendo da marca, o shoyu pode ser mais ou menos salgado. Sirva acompanhando o tijimi.

 

 

Share This Post

Cozinha do Desespero – O Intensivão

Volta e meia me pedem ajuda ou sugestões de como cozinhar todos os dias, mesmo trabalhando muito. Eu tenho 16 anos de experiência nisso. No período que morei no Japão trabalhei muito. Eram de 12 a 14 horas diárias. Juntando o tempo que eu gastava no trânsito, não sobrava muita coisa para cozinhar, comer, tomar banho e dormir.

A palavra-chave é organização. Se a cabeça não pensa, o corpo padece. A organização começava no final de semana, quando comprava os ingredientes. Para quem está começando agora nessa, vá com calma. Uma hora você vai aprender a comprar comida suficiente. É normal errar nas quantidades. Para complicar, minha geladeira era pequena. Não era raro eu ter que comprar vegetais e frutas no meio da semana.

O freezer ou congelador e o microondas podem ser seus aliados.

Para quem tem o costume (como eu) de comer arroz quase todos os dias:

Cozinhe uma quantidade razoável de arroz. Divida em porções. Embrulhe cada uma em filme plástico, formando um pacotinho retangular, chato, como um tablete de arroz. Congele. Na hora de comer, coloque o pacotinho congelado mesmo no microondas. Uns 2 minutos (dependendo da potência do aparelho) são suficientes para aquecer.

Eu gosto de sopas também. Cozinhava abóbora ou cenoura e transformava em pasta. Colocava em um saco plástico, formando um retângulo não muito grosso. É que depois de congelado, você poderá quebrar na porção que precisar. Se for uma placa muito grossa, isso fica difícil. Uma sopa cremosa pode ser feita com um pouco de cebola refogada em manteiga, caldo de carne ou frango, um pouco de purê de vegetais e, no meu caso, eu gosto de adicionar um pouco de leite em pó para ficar um sabor mais rico.

Falando em sopas, uma outra coisa que eu deixava feito era um mirepoix : salsão, cebola e cenouras, que eram refogados em fogo baixo até ficar macio (adicionando uma colher de água sempre que ficava muito seco). Congelava também em placas. Esse refogado incrementa o sabor das sopas, carnes ensopadas, karês, etc. Comentei sobre isso aqui:

http://marisaono.com/delicia/?p=2733

Carnes também era porcionadas e congeladas. Antes de sair para o trabalho tirava do congelador e passava para a geladeira. Carne moída costumava deixar refogada. Rende ensopadinhos rápidos (com vagem, batata, repolho, etc) ou recheio para panquecas, molho para macarrão.

Panquecas: também podem ser congeladas. Eu costumava fazer uma receita (que costuma render mais do que o necessário para uma pessoa) e congelava os discos. Panqueca pode ser recheada com quase qualquer coisa: carne moída, queijo e presunto, espinafre com molho branco, ricota. Descongele na geladeira, recheie e aqueça no forno, enquanto toma banho.

Também assava só a massa para quiches. Fazia pequenas, uma porção boa para  duas pessoas (eu levava marmita para o trabalho). Congelava e, na hora, recheava e levava ao forno congelada mesmo.

Aqui no Brasil é difícil encontrar carne fatiada fino. Só vejo na Liberdade e nos bairros onde a concentração de coreanos, chineses e japoneses é grande. A vantagem é que cozinham rápido e rendem bons refogados. Abusava delas: carne de porco fatiada com repolho, carne de vaca com pimentão e cebolas em tiras, ou brócoli, ou cogumelos, ou vagens em tirinhas.

Para as saladas, eu deixava feito um ou dois molhos, que publiquei aqui:

http://marisaono.com/delicia/?p=4696

Costumava levar salada para o almoço, com o molho à parte. Folhas, tomates, fatias de peito de frango assado, grãos cozidos (geralmente cevada ou milho verde cozido), ou pedaços de queijo ou atum em lata,  acabavam rendendo uma refeição.

Para os cozidos eu usava uma panela térmica, a Shuttle Chef. Basta colocar a comida dentro dela com água, ferver por 10 minutos e depois colocar no compartimento térmico. Podia cozinhar feijão ou carne enquanto estava no trabalho, sem medo de incendiar nada. Pena que não vejo delas por aqui. Antigamente fazia o seguinte: embrulhava a panela em jornal e depois em um cobertor. Funcionava bem, mas ocupava um espaço enorme na mesa. Outra opção é fazer uma porção maior de feijão e congelar. Eu costumava cozinhar sem tempero e temperar na hora de comer. Já as carnes de panela eu usava bem menos sal que o costumeiro, caso fosse congelar.

Consumia frituras, sim, mas sem exagero. Karaage (bocados de frango frito à moda japonesa) congelam muito bem. Congelo depois da primeira fritura, em aberto, em uma assadeira. Depois de congelados, iam para um saco plástico. Na hora de comer, vão para a frigideira congelados mesmo, em óleo não muito quente. Filés finos de frango ou peixe podem ser empanados e congelados, espalhados em uma assadeira (congelamento aberto), assim não grudam um no outro e ficam mais fáceis de manusear. Podem ser descongelados no microondas e fritos na hora.

Molhos prontos também são bons aliados. Um pouco de molho de ostras vai dar um sabor extra ao refogado de carne e vegetais, por exemplo. Existem uns molhos de tomate bem razoáveis, que são de grande valia para o preparo de uma massa. Caldo industrializados são um recurso, sim. Pena que no Brasil a maioria seja quase só sal e pouco sabor. Ou, pior, muito salsão e tem uma marca em especial de também usa sálvia, que eu detesto. Fora do Brasil já vi caldos em caixas tetrapack, em pastas concentradas ou mesmo em pó, com pouco sal. Ainda vamos ver uma evolução disso. Se quiser e tiver tempo, faça seu caldo no final de semana e congele em potes.

Microondas também encurta uns caminhos. Uma espiga de milho envolta em filme plástico cozinha no microondas em mais ou menos 4 minutos. Um peito de frango pode render uma receita boa (sério) tanto para comer com arroz ou como para ser utilizada posteriormente em um sanduíche ou salada:

http://marisaono.com/delicia/?p=2127

O forno convencional também era de grande valia. Podia colocar berinjela e tomate fatiado em uma assadeira, ligeiramente sobrepostos, temperados com sal e pimenta do reino, azeite para regar tudo e uma folha de papel alumínio. Colocava no forno e ia tomar meu banho com tranquilidade.

A organização também continua a cada dia. Pense com antecedência no que vai preparar à noite e retire do congelador o que precisar. Chegando em casa, organize o jantar, se puder deixar algo no forno enquanto toma banho otimiza o tempo, por exemplo.

Aqui está o link para uma série de receitas rápidas que já publiquei:

http://marisaono.com/delicia/?cat=97

No blog existem outras tantas receitas rápidas. Vá colecionando suas receitas, uma hora perceberá que tem um cardápio bem variado.

E, por fim, sugiro que use louça, talheres, copos de verdade. Apesar da correria, desfrute da refeição. Porque comer é importante, mas ter prazer também é.

 

 

 

 

 

 

Share This Post

Pizza Brotinho do Marcílio

Antes que alguém me excomungue, já vou avisando que não encaro pizza brotinho como pizza. Encaro como um lanche, da mesma categoria da esfirra, do pão de queijo, do joelho. Não pesquisei e nem irei pesquisar se na Itália fazem pizzas pequenas.

Resolvi escrever sobre essa massa porque andaram pedindo mais receitas da “Cozinha do Desespero“, que parece ser a categoria favorita de quem mora sozinho, trabalha muito e que não quer comer fora todos os dias. Essas pizzas podem ser congeladas e descongeladas diretamente no forninho elétrico.

A receita da massa ganhei há muito, muito tempo do Marcílio Maia, marido da minha prima. É fácil e muito boa. A massa fica crocante sem ser dura.

Para a massa:

200 gr de farinha de trigo

20 gr de fermento biológico fresco

150 ml de água morna

1 ovo

2 colheres (de chá) de açúcar

1/2 colher (de chá) de sal

1 colher de manteiga ou margarina (não-light, as light têm baixo teor de gordura)

1 colher de sopa de pinga ou rum ou até mesmo vermouth

Amasse 1 xícara de farinha com o fermento e cerca de 50 ml de água. Deixe descansar por 30 minutos. Acrescente os demais ingredientes, sendo a água morna por último, aos poucos, até formar uma massa macia. Não é necessário sovar com muita paixão, só até ela ficar com uma aparência uniforme, lisa.

Forme uma bola com a massa e deixe fermentar até dobrar de volume.

Divida a massa em porções e faça discos da espessura desejada. Lembre-se: vai crescer. O tamanho e a quantidade de porções eu não dou porque vai depender do tamanho do seu forno elétrico ou convencional. Eu costumo fazer com cerca de 12 cm de diâmetro.  Não me lembro bem, mas creio que renda uns 4 discos.

Arrume em uma assadeira, espalhe um pouco de molho de tomate, deixando as bordas limpas. Deixe crescer por uns 10 minutos e leve ao forno bem quente. Asse até cozinhar mas sem dourar. Deixe esfriar, pode ser na assadeira mesmo.

Depois é só arrumar a “cobertura”, a seu gosto. Embale cada pizza com filme plástico e congele. Eu não costumo deixar por muito tempo congelado, não, no máximo dois meses.

No caso do tomate, eu prefiro colocar na hora, não congela muito bem. Na hora de comer, é só retirar o filme plástico e levar ao forno bem quente até o queijo derreter e dourar.

A título de curiosidade, ganhei uns micro-tomates que minha mãe aproveitou as sementes.

São menos ácidos que os tomatinhos selvagens que eu tinha por aqui.

E são bem menores que os tomate-cereja. Não sei que o nome, nem sei se são comercializados.

Share This Post

Tofu com Camarão e Curry

Há quem diga que não goste de tofu (queijo de soja). Eu acho um pouco de graça, o fato é que tofu não tem tanto sabor. Como eu gosto – e muito – percebo diferenças entre o tofu feito no dia, por exemplo. E dependendo do grão utilizado, o tofu pode ter uma sutil doçura.

Se não tem muito sabor, ele a qualidade de combinar com quase tudo e absorver sabores. Hoje fiz com curry, camarões e ervilhas. É um prato quente, que satisfaz. Acompanhe com  arroz branco.

200 gramas de camarão pequeno, limpo

1/2 colher de chá de suco de gengibre (limpe, rale e esprema o gengibre)

1 colher de sopa de clara de ovo

1 colher de sopa de amido de milho ou fécula de batata

Sal

1 tofu

150 gramas de ervilha (fresca ou congelada)

2 a 3 colheres de chá de curry em pó (as marcas variam muito, ajuste conforme seu paladar)

1 colher de sopa de ketchup

1 colher de sopa de shoyu (molho de soja)

3/4 de xícara de água ou caldo (de frango ou camarão)

Sal, pimenta-do-reino à gosto

1 colher de chá de suco de gengibre

Um pouco de amido de milho ou fécula de batata

Cebolinha picada

Tempere o camarão com sal. Adicione a clara e misture. Junte o amido e deixe pegar gosto enquanto prepara o resto.

Aqueça água em uma panela. Corte o tofu em cubos de 3 cm. Coloque o tofu na água quente e deixe ferver em fogo baixo por uns 3 minutos. Escorra.  Isso vai fazer com que o tofu fique um pouco mais firme e não se desmanche com tanta facilidade.

Se utilizar ervilhas frescas, cozinhe-as em água quente. Se usar congelada, coloque-as ainda congeladas em água quente. Escorra.

Aqueça um pouco de óleo em uma panela, frigideira funda ou wok. Refogue o camarão. Adicione a água (ou caldo), ketchup, shoyu e curry. Confira o sal e tempere com pimenta-d0-reino à gosto. Engrosse com amido diluído em um pouco de água fria. Deve ficar um mingau não muito grosso.

Adicione o tofu e as ervilhas. Misture com cuidado para que o tofu não se desmanche. Aqueça. Finalize com cebolinha e suco de gengibre.

Com todos os ingredientes à mão, fica pronto em menos de 15 minutos. Se tiver arroz já pronto, é uma refeição quase completa. Vai para a categoria “cozinha do desespero”.

Share This Post

Crema do Desespero

Dizem que hoje é dia do cozinheiro. A cozinheira aqui, por outro lado, passou boa parte do dia cuidando de um cão que foi atacado por outros cães e que teve cerca de 40 cm do corpo suturado. Nem o almoço nem o jantar merecem comentários. Mas inventei de fazer uma sobremesa às pressas. Não sei se posso chamar de crema catalana. Não tinha limões para usar as raspas, usei baunilha mesmo.

4 gemas

3/4 xícara de açúcar

1 colher de sopa cheia de fécula de batata

1/2 xícara de creme de leite fresco

1 1/2 xícara de leite

Baunilha ou raspas de limão

Mais um pouco de açúcar cristal para o caramelo

Bata as gemas com o açúcar até ficar um pouco claro. Junte a fécula, bata mais um pouco, adicione o creme, misture bem e, por fim, o leite.

Passe por uma peneira e leve ao fogo, mexendo sempre até engrossar e formar um creme espesso. Distribua em 6 tigelas que suportem calor. Leve à geladeira até gelar.  As tigelinhas de inox que ganhei da Dona Ioco foram providenciais, o metal é bom condutor de calor, o doce esfriou depressa.

Na hora de servir, polvilhe açúcar cristal (cerca de 1/2 colher para cada porção) e queime com um maçarico. O açúcar queimado vai caramelar e endurecer, formando uma crosta crocante.

PS: Usei creme de leite, mas se for para cortar calorias, substitua por leite. O açúcar do creme pode ser substituído com adoçante culinário. Apenas o açúcar do caramelo de cobertura é que não dá para trocar.

Share This Post

4 Molhos Para Salada ou Agite Antes de Usar

O calor continua e por causa da Myrna lembrei-me de escrever sobre molhos para salada. Durante o tempo que morei no Japão, com o tempo curto – às vêzes tinha apenas 8 horas para tomar banho, cozinhar o jantar e dormir – eu tinha o hábito de deixar uma garrafa de molho pronto. Aliás, chegava a levar a garrafa para o trabalho, para temperar a salada do almoço.

Molho Oriental com Gergelim (à esquerda, de cor amarronzada)

50 ml de vinagre (usei de arroz) – talvez não use tudo

50 ml de molho de soja (shoyu)

100 ml de óleo

2 colheres de sopa de pasta de gergelim (tahine)

1 pedaço de gengibre fresco, limpo, picado; digamos que usei algo do tamanho do meu dedão

Bata tudo em um mixer (usei um de mão, daqueles que a gente usa com um copo) ou liquidificador, sendo o vinagre no final, aos poucos,  até ficar tudo bem misturado e o gengibre bem triturado. Corrija se necessário.  Por isso é melhor colocar o vinagre aos poucos porque pode ser que fique ácido demais, dependendo do tipo de vinagre usado.

Coloque em uma garrafa e guarde na geladeira por até uma semana. Agite antes de usar.

Variação: Diminua um pouco o shoyu e o vinagre e substitua a pasta de gergelim por duas colheres de chá de óleo de gergelim. Nesse caso o molho será mais líquido, não será cremoso, já que a pasta de gergelim age como um emulsificante. Se gostar, também pode adicionar pimenta-d0-reino ou pimenta vermelha.

Molho de Cenoura (ao centro, amarelo)

100 gramas de cenoura limpa e picada em pedaços grandes

2 a 3 colheres de vinagre

1 colher de sopa de mel

50 ml de óleo

Sal e pimenta-do-reino

Cozinhe a cenoura até ficar macia. Bata no mixer com 150 ml de água (pode usar  a água do cozimento) até ficar bem liso.

Adicione o vinagre, o óleo, o mel, sal e pimenta. Bata mais um pouco

Confira o sabor. Adicione mais vinagre caso queira. Guarde em um recipiente fechado na geladeira por alguns dias. Agite antes de usar.

Esse molho talvez agrade mais as crianças. O sabor é mais suave e a cor é atraente.

Molho “French” Com Cebola (à direita, branco)

Para ele fiz uma “moinese” de leite:

50 ml de leite

150 ml de óleo

1 colher de chá de gelatina em pó sem cor e sem sabor

2 colheres de sopa de água

2 colheres de sopa de vinagre branco

Sal e pimenta-do-reino

Hidrate a gelatina, polvilhando sobre a água, em um recipiente pequeno. Depois de alguns minutos, aqueça no microondas por 15 segundos.

Bata o leite e vá adicionando o óleo. A mistura vai engrossar um pouco. Adicione o vinagre, o sal, pimenta e a gelatina. Bata mais um pouco.

Leve à geladeira para firmar um pouco.

Esse creme vai dar corpo e estabilizar os dois molhos seguintes.

Para o molho:

100 ml de “maionese” de leite

30 a 50 ml de vinagre de arroz, de vinho branco, um vinagre de cor clara- talvez não precise de tanto

50 ml de óleo

1/2 cebola média picada

Sal e pimenta-do-reino à gosto

Bata tudo no mixer até que a cebola fique bem triturada, sendo que o vinagre é incorporado aos poucos. Talvez não precise usar tanto vinagre por conta do tipo usado, confira o sabor. Coloque em uma garrafa ou recipiente e guarde na geladeira por até 1 semana. Agite antes de usar.

Variação: Adicione um pouco de ketchup. Ficará parecido com o “Thousand Islands Dressing” que eu comprava já pronto, no Japão.

Molho de Laranja, Mostarda de Mel

100 ml de “maionese” de leite

100 ml de suco de laranja

50 ml de óleo

1 ou 2 colheres de sopa de mel

2 colheres de sopa de suco de limão

Mostarda em pasta (usei o “karashi” japonês que vem em tubo;  é forte, com sabor bem característico)

Sal

Bata no mixer a “maionese” de leite com o suco de laranja, suco de limão, óleo e mel. Vá adicionando a mostarda e provando. Como é muito forte, é melhor ir devagar, 1/3 de colher de chá para começar.

Tempere com sal e verifique o sabor. Guarde na geladeira em um recipiente que feche bem e use em uma semana. Agite antes de usar.

PS: Antes que alguém diga que o molho “French” não tem nada de francês, explico: um molho semelhante é comercializado no Japão com o nome de “French Dressing”. Não sei porquê, mas fica assim mesmo.

Na “cozinha do desespero” eu usava esses molhos com saladas-refeição: folhas, cenoura cortada bem fininha, milho cozido, pepino em fatias, tomate, uma pequena porção de frango assado ou presunto ou ovos cozidos ou atum em lata, alguns grãos de cevada cozida, dependendo da inspiração, brotos de nabo ou alfafa ou brócoli. Ou então com vegetais cozidos, frios, com alguma proteína. No verão é um almoço que não dá aquela sonolência depois.

Ah, claro, contém óleo então não é bom abusar da quantidade de molho, certo? Uso apenas o necessário para dar um sabor extra à salada.

 

 

Share This Post