Pasta para Tom Yam

Completando o post de ontem: existe uma pasta para preparar a sopa picante e ácida tailandesa. Ainda não testei, mas já aviso que pedem folhas de kafir e fatias de galangal nas instruções no verso. Encontrei em uma loja no bairro da Liberdade.

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Sopa Picante e Ácida de Camarão

Uma vez tomei uma sopa ácida e picante em um curioso restaurante em Hamamatsu. Aliás, tudo era bem curioso naquele lugar. Funcionava em um tipo de pensão, uma casa enorme, cercada de um jardim, mas em uma rua muito escondida e estreita. Havia uma loja com roupas e objetos asiáticos, num jeitão bem hippie. O restaurante era pequeno, com mesas baixas, almofadas e muitas velas acesas. Recebia poucos clientes durante a semana. O dono e uma ajudante davam conta da cozinha e o atendimento era bem gentil. A sopa era o Tom Yam.

Bem, eu queria voltar ao tempo e espaço, mas isso é impossível. Sem folhas de kafir, sem galangal, mas com gengibre, capim limão, folhas de limão rosa e coentro do norte frescos, vivos, na horta, fiz uma adaptação. É uma sopa muito fácil e rápida.

500 gramas de camarão com casca e cabeças

5 xícaras de água

1 talo de capim limão (isso mesmo, usei a parte branca e deixei as folhas para um chá)

4 a 5 folhas novas de limão rosa (ou limão cravo, como também é conhecido)

1 pedaço de cerca de 5 cm de gengibre, fatiado

1 dente de alho

1/2 colher de sopa de pasta de pimenta (usei a coreana, por conta da cor viva; poderia ter usado a pasta de pimenta chinesa tobanjan ou uma pasta caseira)

Algumas folhas de coentro

Molho de peixe (nampla) e suco de limão à gosto

Tomate firme, picado em cubos, pimenta doce (às vezes chamada de americana) picada em cubinhos, cogumelos, rodelas de cenoura aferventadas para decorar.

Descasque os camarões. Leve as cascas e cabeças ao fogo com 4 xícaras de água. Deixe levantar fervura. Escorra, esprema com as costas de uma concha e reserve o caldo.

Em 1 xícara de água, ferva o talo de capim limão, algumas folhas novas de limão rosa, o gengibre fatiado e o dente de alho ligeiramente esmagado (bati a lateral da faca sobre ele) por cerca de 5 minutos. Escorra e junte esse “chá” ao caldo de camarões. Adicione a pasta de pimenta. No caso da pasta coreana, é preciso diluir em um pouco de água, já que é uma pasta bem consistente, lembrando quase uma goiabada.

Pouco antes de servir, aqueça o caldo, junte alguns camarões temperados com sal e um pouco de limão, um pouco de tomate picado, fatias de cogumelos, 1 folha de limão cortada em tirinhas e um pouco de pimenta doce ou pimentão colorido. Ferva até que os camarões fiquem cozidos, tempere com molho de peixe (nampla) à gosto, sal e coentro picado. Eu coloquei algumas flores de cenoura cozidas para decorar. Na hora de servir, acrescente suco de limão à gosto. Ou deixe que cada um se sirva à vontade.

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Torta de Pão do Desespero

A preguiça pode ser mãe de algumas invenções. Com pão de forma rendendo na geladeira há alguns dias, algumas sobras de frango, um pedaço de queijo, ovos, manteiga, poderia ter feito um sanduíche. Mas acabei fazendo uma brincadeira que rendeu uma torta. Não é uma receita, é só uma idéia: pegue fatias de pão de forma sem casca, passe manteiga em um dos lados e forre uma forma de torta, com o lado com manteiga virado para a baixo e lados. Para facilitar o encaixe, cortei as fatias em triângulos para encaixar melhor no fundo.

Cacei restos de um franguinho desfiado, distribuí no fundo (bem que poderia ter usado algum vegetal, como cebolas refogadas, brócoli, abobrinha, etc), queijo em cubinhos e despejei uma mistura feita com 4 ovos, 1 xicara de creme, sal e pimenta do reino. Levei ao forno até corar. Não ficou mau, não. O pão ficou crocante e torradinho nas laterais e a torta ficou úmida no interior.Vale para um lanche ou um jantar de sexta-feira (quando a geladeira parece não ter muitas opções).

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Togan

O melão ao lado das beringelas é conhecido como togan no Japão. A Benicasa Hispida pode produzir frutos com dezenas de quilos. Este aí é bem pequeno e é o primeiro que colhemos aqui na horta. Com a aparência de melão, porém com casca bem grossa, é consumida como vegetal, geralmente cozido ou em sopas. O sabor é pálido, lembrando o chuchu e combina bem com frutos do mar.

Outra curiosidade sobre o togan é que há quem escave, recorte, decore e use a casca como uma sopeira. Bem, se depender das minhas habilidades como escultora, vocês nunca irão ver algo assim…

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Coisa Pakka

Hoje foi um dia um tanto quanto infeliz. Ontem sofri uma lesão na panturrilha esquerda, que me obrigou a ir a um hospital e a andar com a ajuda de uma bengala. E uma série de outros pequenos eventos foram aumentando meu mau-humor.

O que salvou o dia do desastre completo foram a ajuda da Carmelina, que bancou a motorista para mim e o cartão da Renata, do Coisa Pakka. Mais que bonito, foi um presente que não mereço. Não contribuí  em nada para que a viagem dela ao Japão fosse uma experiência tão boa. Só posso agradecer a generosidade e o carinho. Obrigada, Renata.

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Brevidades

Estava pensando alto do Twitter. Hoje em dia ninguém mais faz brevidades. É um tal de cupcakes e petit gateau, mas nem nas padarias vejo mais. E eu acreditava que já tinha publicado esta receita. Sim, de fato já publiquei esta receita, há muito tempo, no Multiply e tinha esquecido de passar para o blog. Sinal que nem eu ando fazendo brevidades. A Kris Nardini do blog Cozinhando para Relaxar foi quem me lembrou desse fato. Esta receita foi adaptada de uma outra, publicada pela Nina Horta, no livro “Não é Sopa”. São bolinhos muito leves e com sabor de infância.

500 gramas de açúcar
5 ovos
5 gemas
750 gramas de polvilho
100 gramas de manteiga derretida
2 colheres de chá bem cheias de fermento em pó

Bata bem os ovos com o açúcar, até ficar bem claro e fofo.
Junte o polvilho e bata mais um pouco.
Junte a manteiga derretida, mexendo com uma espátula, até incorporar.
Junte o fermento, misture e leve para assar em forno médio, em forminhas forradas com forminhas de papel. Rendem 42 unidades, ou seja, chame os primos, sobrinhos, vizinhos, colegas de trabalho para o café da tarde!

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Cebolas…

É, está virando assunto recorrente. Depois do quiabo de metro (cujo pé, aliás, já passou dos 3 metros de altura), do jiló gigante, agora encontrei uma cebola descomunal. Foi na feira e, claro, não resisti à tentação. Ainda por cima, é bonita! Para minha surpresa, 2 delas chegaram a 1,400 gramas na balança. Acabei não perguntando que variedade era, a conversa acabou descambando para outro assunto.

E o que vou fazer com tamanha cebola? Na verdade, gostaria de fazer uma delas frita, em formato de flor, como aquela cebola daquela rede de restaurantes. Mas diante das 2 mil calorias que me renderiam, parei. Na verdade, ainda estou pensando.

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Cookie de Farelo de Aveia e Chocolate

Eu gosto de cereais integrais, gosto de pão com farinha de trigo integral ou centeio e arroz integral. Mas confesso, muita coisa que vem com o rótulo “natural” não me agrada. Alguns biscoitos, principalmente, sempre me dão a impressão que estou comendo ração para canários. Biscoitos com aveia, cereais integrais, açúcar mascavo podem ser gostosos, também.  Nestes, usei farelo de aveia (oat bran) e o bagaço das castanhas do pará que sobraram do manjar do outro dia.

200 gramas de manteiga

200 gramas de açúcar

2/3 de xícara de açúcar mascavo

1/2 xícara de açúcar cristal

1 ovo

1 xícara de farelo de aveia

1/2 xícara de bagaço de castanha do pará (ou castanha  do pará moída, ou amêndoas moídas, ou amendoim moído)

1 1/2 xícara de farinha de trigo

1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio

Chocolate meio-amargo ou ao leite, picado ou em gotas à vontade

Bata bem a manteiga com o ovo e os dois tipos de açúcar, até ficar cremoso.

Adicione o farelo, as castanhas moídas e o bicarbonato misturado à farinha. Misture com uma espátula até formar uma mistura homogênea.

Junte o chocolate picado e misture.

Forme bolinhas e achate-as ligeiramente. Esses biscoitos crescem bem, então deixe um espaço entre eles na assadeira.

Leve ao forno pré-aquecido, quente, até corarem ligeiramente. Como a cor não vai mudar muito, confira a parte de baixo.

Deixe que esfriem na assadeira. Enquanto quentes, são um tanto quanto molengos, mas endurecem conforme esfriam.

Guarde-os em um pote bem fechado. Ou no estômago*.

* Piada interna. Em casa, costumamos dizer que o melhor lugar para guardar comida não é na geladeira nem na  dispensa, é no estômago, mesmo.

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Sanma

O samma é o rei do outono japonês. Nesta época, ele é farto e gordo. Popular e saboroso, chega a ganhar um festival (confesso que não me lembro em que cidade), no qual milhares de pessoas se reunem para come-lo assado na brasa. Da categoria de peixes que por lá chama de “peixes azuis”, têm a fama de possuírem altos índices de ômega 3, assim como a sardinha, o carapau e o atum.

Infelizmente, segundo o fishbase.org, esse peixe não frequenta as águas brasileiras. só o norte do Pacífico.

http://fishbase.org/Summary/SpeciesSummary.php?id=303

Este foi comprado no Marukai (Galvão Bueno, Liberdade). Aliás, nem o preço intimidou minha mãe, que não titubeou em pagar R$21,00 por 3 peixes congelados, importados do Japão.

A minha maneira preferida de comê-lo é assado na brasa, acompanhado de arroz branco, com nabo ralado (daikon oroshi) e shoyu.

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Biscoitos da Sorte

Ainda fico surpresa com a quantidade de pessoas que pensam que esse biscoito é de origem chinesa. Há muitos anos, em um programa de tv, vi a história desse biscoito que se tornou muito popular nos Estados Unidos. Dizia que o primeiro fabricante desse biscoito era japonês.

Em 2008, aparentemente, foi confirmada a origem, conforme este artigo do New York Times:

http://www.nytimes.com/2008/01/16/dining/16fort.html

Segundo o artigo, já haviam registros desse biscoito em Kyoto, no ano de 1878.

Para quem conhece os biscoitos japoneses, vai reconhecer o sabor e a textura dos sembes açucarados. Dentro, um papel contendo um provérbio ou uma “fortuna” e 6 dezenas para apostar em alguma loteria. Estes comprei na loja Banri, na Galvão Bueno (Liberdade).

E olhem só a fortuna que apareceu para mim em um dos biscoitos!

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