Duo Paixão

Duo Paixão

Estava esperando meu amigo e co-autor desse blogue inaugurar a nova categoria chamada “Tira Isso da Boca, Marisa!”. Mas eu não aguentei esperar para comentar sobre esse produto.

Bem, não sou fã de misturas para bolo industrializadas. O principal motivo é que conheço dezenas de receitas de bolo que sujam só uma tigela e as pás da batedeira. Mas, como cozinheira, blogueira e curiosa patológica, preciso ter experiências novas. E foi a curiosidade quem venceu. Fiquei me perguntando como seria um bolo com uma calda quente. Mas tudo junto? Vai virar é um pudim…

Segui as instruções. Dois saquinhos, um para o bolo e outro para a calda. E a calda não vai para o fogo. Despejei a calda sobre o bolo e levei ao forno. O cheiro não era lá grande coisa. De fato, virou um pudim com uns pedaços mais firmes e outros, molengos. Provei quente, morno e frio. Em todas elas, a doçura excessiva e o aroma artificial conseguiam ser pior que a aparência e textura. Não deu. Fiquei com raiva de mim mesma, por ter caído no conto da idéia nova e embalagem com foto.

bolo_choco-duo-paixao

A foto acima foi copiada do site da Oetker: http://www.oetker.com.br/imagens/layout/bolo_choco.jpg

É, o meu ficou um pouco diferente… Ou a imagem seria meramente ilustrativa?

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Harusame com Frango e Vegetais

harusame

Vejo muito harusame frio, em saladas. Mas ele pode ser consumido quente. Entra na categoria “Cozinha do Desespero” porque fica pronto em menos de 20 minutos. Nem por isso é um prato insosso.

50 gramas de harusame por pessoa

Cerca de 1/3 de peito de frango por pessoa

1/2 pimentão médio

1/4 de cebola média

1/3 de cenoura

1 dente de alho

Sal, pimenta do reino, shoyu e óleo de gergelim

Deixe o harusame de molho em uma tigela com bastante água. Enquanto isso, coloque água para ferver e pique os vegetais e o frango em tiras. Como a cenoura é mais dura, corte em tiras mais finas. Pique ou triture o alho e tempere o frango com ele.

Escorra o harusame da água fria e coloque em água fervente. Cozinhe (leva poucos minutos), escorra, passe por água fria, escorra e reserve.

Refogue a cebola em uma frigideira com algumas gotas de óleo. Depois de murcharem um pouco, junte os pimentões. Não cozinhe demais. Retire da frigideira e reserve.

Refogue a cenoura. Se necessário, pingue um pouco de água para que cozinhem sem queimar. Retire da frigideira e junte à cebola e pimentão.

Refogue o frango. Tempere com sal e pimenta. Assim que as tirinhas estiverem cozidas, adicione o harusame, a cebola, pimentão e cenoura refogadas e misture. Tempere com sal e um pouco de shoyu. Misture e deixe no fogo apenas para aquecer tudo. Retire do fogo e acrescente algumas gotas de óleo de gergelim. O óleo de gergelim tem um aroma delicioso, porém forte. Não exagere.

PS: Em vez de frango, às vezes faço com tirinhas de carne. Ainda não fiz, mas creio que ficaria bom com um pouco de pasta de pimenta (existem várias marcas no mercado, eu uso a tobanjan chinesa e outra, coreana como tempero). Use os vegetais que gostar, lembrando de ter variedade e cor, que deixam o prato mais atraente e saboroso. Se gostar, tempere com um pouco de gengibre ralado.

50 gramas de harusame parece pouco, mas alimenta uma pessoa e bem. A quantidade de carne e legumes é apenas uma referência, ajuste à seu gosto.

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Bolinho Branco com Banana

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Um dos problemas na minha cozinha é o que fazer com claras. Uso gemas para engrossar cremes, pincelar pães, tortas e empadas. Costumo ir juntando claras em um pote no congelador. Uso as claras em empanados e quando faço financiers. Não faço suspiros em casa por conta de um forno não tão bom.

A idéia do bolinho surgiu de uma receita perdida. Minha mãe disse que fez, uma vez, um bolo só com claras mas não anotou a receita e não se lembrava da quantidade dos ingredientes. Sabendo só que o iam 100 gramas de manteiga, alguma quantidade de amido de milho e 7 claras, parti para a experiência. O resultado foi bom. Ficaria bom simplesmente assado em uma assadeira. Mas, como tinha doce de banana prata na geladeira, acabei fazendo bolinhos. Banana combina bem com baunilha.

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7 claras

2 xícaras de açúcar

100 gramas de manteiga amolecida

2 xícaras de farinha de trigo

1 xícara de amido de milho

2 colheres de chá de fermento químico

1 xícara de leite

Baunilha à gosto

Doce de banana cremoso (ou outro recheio que preferir)

Bata as claras em neve. Adicione 1/2 xícara de açúcar e bata até formar um merengue. Reserve.

Bata a manteiga com o açúcar restante. Adicione a farinha misturada com o amido e o fermento, aternando com o leite. Bata em velocidade baixa, até misturar.

Adicione a baunilha.

Junte 1/3 do merengue e misture com calma. Depois de incorporado, adicione mais 1/3 do merengue. Misture e, por fim, adicione o merengue restante.

Despeje a massa em forminhas para muffin, forradas com papel.

bolinho-branco-com-banana2

No centro de cada uma, coloque uma colher de chá bem cheia do recheio.

Leve ao forno pré-aquecido, moderado, até corar.

Espere amornar antes de servir, porque o recheio estará, literalmente, borbulhando.

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Donuts: passo-a-passo

donuts

O primeiro episódio de azia do qual me lembro ocorreu poucos minutos  após eu comer o meu primeiro donut.  Madrugada num vôo econômico com meia dúzia de escalas e conexões entre Nova Iorque e San Francisco num longínquo e gelado dezembro de 1976. Talvez um prenúncio do que seria o estilo Gol de voar: uma comissária cansada literalmente atirando rosquinhas embrulhadas em celofane no colo dos passageiros, à guisa de refeição.

Por todo aquele inverno, a despeito da azia iminente, consumi irresponsavelmente uma montanha deles. Eu gosto de doces. Eu gosto de frituras. Ora, um doce frito parece uma formula perfeita que o diabo inventaria caso me quisesse como inquilino.

Muito desapontado com os indecentes donuts de quiosques (e um que inadvertidamente comi no Extra enquanto fazia compras, e que carinhosamente apelidei de rosquinha-de-satanás, com duplo sentido), adaptei essa receita bem fácil que resulta numa quantidade de donuts pra nenhum Homer Simpson botar defeito.

Costumo usar a máquina de fazer pão como masseira (excelente fim), mas qualquer batedeira que tenha pás para massas densas, ou mesmo sova manual vai apresentar o mesmo resultado final.

 

– 1 xícara de leite (240 ml)

– 5 colheres de sopa de açúcar (65g)

– 1/2 colher de chá de sal(2g)

– 2 ovos

– 5 colheres de sopa de manteiga ou margarina (75g)

– 1 colher de chá de essência de laranja ou baunilha (opcional)

– 4 xícaras de farinha de trigo (500g)

– 2 colheres de chá de fermento biológico instantâneo (ou 1 tablete pequeno de fermento fresco)

– 1 colher de chá de melhorador de farinha (opcional)

donuts-massa

Ponha os ingredientes na cuba ou na tigela pela ordem acima e ligue a máquina. Dê uma espiada depois de 5 minutos e veja se a massa tem a consistência desejada: mais macia que pão mas não grudenta (1). Corrija com bocadinhos de farinha caso ela esteja muito mole. Não precisa sovar com muita paixão e nem deixar a batedeira ou a máquina torrar meia Itaipu em energia elétrica. Ajeite a massa na cuba/tigela , cubra com filme plástico e deixe crescer por 1 hora e então verifique se a massa dobrou mesmo de tamanho. Caso contrário, deixe mais uns minutos (2).

 

Enfarinhe levemente uma superfície, retire a massa da maquina, ajeite em uma bola e parta-a em duas para facilitar. Polvilhe farinha e abra com altura entre 1/2 cm  ou um pouco mais mas nunca mais que 1 cm.(3, 4 e 5).

donuts-corte

Corte com o cortador de donuts ou use alternativamente dois copos (no caso, um de uísque, por exemplo, para as bordas, e um de vodka ou licor para o centro, 6, 7 e 8 ). Rejunte as aparas e abra a massa de novo.  A forma toróide, ou de “rosquinha” faz sentido na hora de fritar para que a massa não fique crua no centro. Se quiser fazer como sonhos, deixe a massa mais fina e o óleo menos quente.

Ponha os donuts cortados em uma bandeja polvilhada e deixe crescer por uma 1/2 hora ou até que quase tripliquem de espessura (9). Faça a cobertura abaixo enquanto a massa cresce. 

Aqueça o óleo a uma temperatura menor que a habitual para frituras – 170°C – (teste com um pedacinho da massa: não deve borbulhar muito) e com uma espátula vá colocando os donuts, poucos por vez, e virando até que estejam corados. Escorra e ponha em muito papel absorvente.

Deixe esfriar completamente numa grade antes de por a cobertura (10 e 11).

donuts-preparo

donuts-coberturas

Cobertura (ganache).

– 300g de chocolate meio amargo picado.

– 250g de creme de leite espesso. O de caixinha para chantilly com 35% de gordura é bom (Parmalat de caixinha cor-de-rosa). Ou use o fresco (ui!). Se for usar porcaria bagaceira “light” de 17% estilo Batavo ou Shefa, só acrescente 125 g ao chocolate.

 

Derreta o chocolate em banho-maria ou microondas e bata levemente com o creme de leite. Mantenha aquecido.

Mergulhe o topo dos donuts no chocolate (12). Se quiser, polvilhe castanhas, confeitos ou granulado (13).

Espere esfriar completamente antes de servir para o chocolate ficar firme.

Alternativamente você pode polvilhar com açúcar de confeiteiro misturado com canela (14, inclusive cortei algumas rosquinhas em menor tamanho), ou pincelar geléia, fondant ou o que lhe der na telha (com doce de leite em barra amolecido com um pouquinho de água…hmmm).

 Quase todas as receitas de donut caseiro que vi ao longo dos anos pediam fermento químico por motivos práticos e que as fazem semelhantes ao prosaico bolinho-de-chuva. As com fermento biologico são infinitamente superiores ao meu ver, embora ambas exijam de mim uma dose de ENO geladinho para acompanhar. Muitas pedem uma marca obscena de noz-moscada ou baunilha.

Eu particularmente não gosto muito de exagerar nesses perfumes. Noz moscada em excesso faz qualquer coisa ter gosto de gaveta de avó.

O negócio divertido é dar um toque diferente. Use o sabor que lhe convier na massa e na cobertura guardando as proporções dos ingredientes acima.

Qualquer dúvida é só perguntar!

LP

Gostou dessa receita? Talvez queira conhecer o donuts okinawano

Saataa Andaagii

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Caspian Sea Yogurt

A estréia do meu amigo LP como co-autor, escrevendo sobre iogurtes caseiros foi um tremendo sucesso! Aproveitando o assunto, lembrei-me de que existe pelo menos um tipo de iogurte que pode ser feito sem iogurteira elétrica. No final da década de 90 e começo deste século, o iogurte do Mar Cáspio tornou-se muito popular no Japão. Fermenta à temperatura ambiente (20 a 30 graus Celsius), não é tão ácido e aguenta uma semana na geladeira. Muita gente dividiu a amostra com amigos, vizinhos e parentes. Tudo que a pessoa precisava era adicionar uma porção de iogurte para dez de leite em um pote bem limpo, misturar com uma colher também limpa, tampar e esperar de 6 a 24 horas (eu costumava ter bons resultados em 12 horas, mas variava conforme as estações). Mas, por experiência própria, digo que acidentes acontecem e a amostra acabava sendo contaminada, ganhava uma cor amarelada e cheiro estranho.

Hoje algumas empresas comercializam as bactérias liofilizadas, em sachês. Se seu iogurte for contaminado, é só recomeçar tudo de novo. Eu iria gostar muito se os importadores trouxessem esse iogurte e o keffir liofilizado também.

O “Caspian Sea Yogurt” só tem um porém: é viscoso. A textura não é tão atraente. Por isso mesmo eu o transformava em uma bebida, que consumia nos intervalos do trabalho.

A página da Fujico, que comercializa o iogurte do Mar Cáspio liofilizado, em japonês é este:

http://www.shop-fujicco.com/caspia/making/hunmatu.html

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Iogurte caseiro

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Marisa, enquanto espera a hecatombe nuclear e a volta à prática vida neolítica, segue tentando produzir e reproduzir todo tipo de comestíveis no seu alqueire da  serra de Paranapiacaba.  Voltei de lá na última sexta com o porta-malas e o trato digestivo nos seus respectivos limites de carga e com a incumbência de escrever sobre iogurtes caseiros já que estes fazem parte do meu quotidiano culinário entre outras afetações de consumo e produção domésticos.

 

Não há muito segredo na feitura de um razoável iogurte caseiro. De fato, uma pessoa com um mínimo de desleixo acaba com algum tipo de leite fermentado na geladeira mais cedo ou mais tarde.  Mesmo com a agravante de ser mineiro nunca prestei muita atenção a iogurtes e coalhadas de maneira geral. Sempre os achei azedos, pálidos e a meio caminho de se tornarem algo importante como um queijo, por exemplo. Isso até perceber que a intolerância a lactose cresce proporcionalmente a quantidade de cabelos brancos e o leite diário passa de alimento inócuo  a uma potencial arma biológica.

Embora umas poucas cepas de bactérias possam de fato acrescentar vitaminas (ácido fólico) ao leite, seu maior mérito é mesmo converter boa parte da lactose (ou açúcar do leite) em ácido lático. A acidificação coagula o leite, formando o iogurte.  Fora isso, seu conteúdo nutricional é muito semelhante ao do leite em mesma proporção. E claro, possui uma consistência mais divertida.

 

A fórmula mais simples de fazer iogurte em casa é usando uma garrafa térmica e um termômetro clínico, desses domésticos.  Misture 1l de leite com 1 copinho de iogurte industrializado e aqueça misturando suavemente até chegar a 40ºC (38-43ºC) . Despeje em uma garrafa térmica previamente escaldada, feche e deixe de 6 a 8 horas. Escoe e guarde na geladeira por mais algumas horas. Pronto. Porções desse 1º iogurte podem ser mantidas para uma nova fermentação.

Quanto mais tempo deixado fermentar, menos lactose haverá no iogurte, mas mais ácido ele vai ficar.  

Para uma consistência mais firme, acrescente uma colher de sopa bem cheia de leite em pó ao preparado inicial. Você pode querer usar então um segundo método um pouco mais trabalhoso que é o de fermentar o leite numa panela protegida no forno desligado e com a luz acesa. Teste a temperatura de seu forno com uma panela cheia d’água deixando-a no forno desligado com a luz acesa por algumas horas.

Nunca acrescente açúcar ao leite para o processo de fermentação (mas pode por adoçante se quiser). Você não vai querer bactérias comendo açúcar comum e produzindo mais ácido ainda para terminar com um iogurte mais azedo do que a intenção inicial…

Mais tempo de fermentação também significa maior coagulação da proteína do leite e mais separação de soro (aquele líquido esverdeado ligeiramente repulsivo que se forma), que embora seja muito nutritivo, não está entre as coisas mais graciosas da vida.

Muita gente me procura reclamando sobre acidez no iogurte. Ela é intrínseca. Não gosta, que faça um flan ao invés. Outra coisa: caso você não tenha problemas de intolerância à lactose, não há sentido em usar uma bactéria para acidificar e coagular o leite. É lenda que iogurte seja mais rico em vitaminas (pelo contrario, estão diminuídas B6 E B12 usadas pela bactéria). 1 pacotinho de Clight (TODOS os sabores são infernalmente ácidos, quase cáusticos) em 1 litro de leite costuma produzir uma deliciosa “bebida láctea industrializada caseira” com consistência apropriada em apenas umas horinhas de refrigerador. Com o bônus das lindas e extravagantes cores e sabores que só Clight artificialmente possui. Desafie seus filhos pré-obesos a tomar leite azedo de baixa caloria e levar a Parmalat e a Danone à bancarrota.

 

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Por último, o método mais bacana para fazer iogurte em casa é comprar uma iogurteira tabajara em loja de 1,99 por apenas 60 reais.  Para você, que como eu, nunca haverá um limite para mais um gadget meia-boca na cozinha, é realmente um achado.

Por enquanto só a encontrei numa rede de lojas no eixo Ana Rosa – Jabaquara aqui em São Paulo, destinada às classes menos favorecidas e aos que se recusam a comprar artigos de cozinha em lojas com preços de joalheria.

Não é uma peça elegante e só vem num maravilhoso tom de verde doentio que aparentemente deve exaltar a natureza (onde esse verde não existe naturalmente). Em termos de harmonização com seus pares na cozinha, só perde para o pink. O layout da marca deve ter sido feito por uma aluna da 7ª série de um dos funcionários hippies da empresa.

Mas funciona muitíssimo a contento, e é o que realmente interessa. Já criei uma rotina de fazer iogurtes e paulatinamente tenho substituído sobremesas calóricas, por uma combinação com iogurte como a da foto (onde a geléia e granola também são caseiros, seguindo a teoria cataclísmica de produtos caseiros). Uso leite integral, leite em pó desnatado para enriquecer e adensar e gelatina sem sabor para uma consistência extrafirme. Não dá errado nunca.

Compramos uma para a Marisa colocar na cozinha  ao lado dos 749 outros aparelhos eletrodomésticos que ela tem enfileirados na bancada, mas ela vai ter que vir buscar aqui em casa, mesmo porque me deve uma visita antes que o neolítico sobrevenha.

Depois volto ao tema, explicando a diferença sutil entre iogurte e coalhada, e como fazer um inesquecível cream cheese em casa e pelo menos engordar comendo uma coisa realmente gostosa, ao contrário da bobagem que a Kraft empurra nas prateleiras…

 

Luiz Paulo Portugal

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Bocadinhos de Castanha e Chocolate

bocadinho-castanha

Esta receita foi publicada há muito tempo no Multiply e tinha esquecido de transferi-la para cá. Nice C é quem me fez lembrar dela. Não chega a ser um macaron, ficou mais para um suspiro. Mas, talvez, se fossem feitos ajustes no forno e tempo…

1 xícara de claras
1 1/2 xícara de açúcar
2 xícaras de açúcar de confeiteiro
2 xícaras de farinha de castanhas de caju
2 colheres de cacau em pó, peneirado.

Leve as claras e o açúcar ao banho-maria, até amornar e o açúcar se dissolver. Ainda morno, bata com uma batedeira, em velocidade alta, até formar um merengue firme.
Junte o açúcar de confeiteiro, bata mais um pouco, apenas para misturar. Desligue a batedeira e incorpore a farinha de castanha de caju e o cacau em pó.
Misture bem (a massa vai abaixar um pouco, não se importe). Deixe descansar uns 10 minutos.
Ligue o forno no mínimo. Usando um saco de confeitar, disponha porções da massa sobre papel manteiga. Leve ao forno e mantenha a porta aberta usando uma colher de pau (é porque ela não vai ficar muito quente), durante cerca de 10 minutos. Depois disso, feche a porta e termine de assar. Assim os docinhos não vão rachar.
Retire do forno e deixe esfriar ligeiramente antes de destaca-los do papel.

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Arancini

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Lembra do risoto desesperado que fiz outro dia? Virou bolinho. Recheado com queijo, empanado (farinha, claras de ovos e farinha de pão) e frito.  Já vi servirem com molho de tomate ao lado.

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Eu prefiro como um bolinho, um petisco, mesmo.

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Bad Science

Bad Science

LP me emprestou o livro “Bad Science” de Ben Goldacre. Ainda não terminei de ler, mas já posso dizer que gostei. Não se assuste com a Ciência envolvida.  A explicação sobre porque não precisamos consumir clorofila é divertidíssima, assim como a experiência “desintoxicante”. Chega a ser assustador a falta de evidência, pesquisas mal coordenadas e confusões com dados estatísticos dos casos listados. Separando fatos e mitos, ele fala sobre dietas, cosméticos, pesquisas vinculadas em jornais, suplementos, programas de tv e muito mais.

Em um dos capítulos, falando de estatísticas, ele toca em um ponto que há muito tenho discutido com amigos: a longevidade. Antes de seguir a dieta japonesa, mediterrânea ou de qualquer outro país, vale lembrar que em 80 anos ou menos, muita coisa mudou. Medicamentos (sobretudo vacinas), hemodiálise, transplante de órgãos, próteses, centros de terapia intensiva e uma quantidade enorme de cirurgias surgiram, salvando vidas e curando doenças. Não dá para concentrar apenas na dieta e estilo de vida e descartar o sistema de saúde pública do país. 

Recomendo o livro e o site Bad Science.

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Mais Um Pouco Sobre Mim…

As estatísticas do provedor apontam para uma média de 600 visitantes diários deste modesto blogue e subindo (as estatísticas do WordPress são ainda maiores e não sei explicar a discrepância). Cada visitante lê, em média, 5 post a cada visita. Para muitos blogues, isso é um valor muito baixo. Para mim, que comecei a escrever por diversão, para manter um arquivo de receitas e para disponibiliza-las para amigos sem ter o trabalho de enviar uma a uma via e-mail, é muito.

Então, creio que existem pelo menos umas 400 pessoas que acompanham tudo que escrevo e que devem de estar se perguntando quem sou eu e o que faço.

Como já disse no meu perfil, sou alguém que cozinha desde os oito anos de idade. Cozinhar para mim, significa muita coisa. Cozinho por obrigação, por necessidade, para agradar os outros, para meu prazer. Não sei bem se posso dizer que amo cozinhar. Já tive outras ocupações remuneradas na vida e aprendi muito com elas. Digo sempre que nem sempre é possível fazer o que gosta, mas é possível gostar do que faz.

Estou morando dentro da propriedade que cerca um hotel-fazenda (ou pousada, ainda não saberia definir) em Ibiúna (SP), com muito verde, mata, trilhas, represa, horta, piscina, banhos. Tudo está sendo reformado para a reinauguração.

E esta que escreve está, a cada dia, sentindo um friozinho na barriga aumentar. Depois de quase 10 anos, vou estar em uma cozinha, atendendo não apenas a amigos e parentes, mas a um público novo e desconhecido. Sei bem que me esperam noites curtas, dias quentes, queimaduras, cortes, dor nas pernas e costas. Mas confesso que estou excitada com o novo desafio e espero não desapontar quem vier provar da minha comida.

Volto a escrever sobre essa experiência em breve!

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