Teriyaki

Ao contrário do que muita gente pensa, teriyaki não é molho, é técnica de preparo. A carne (frango, porco, boi, peixes, sobretudo os gordos) são fritos em uma frigideira com pouco óleo, até dourar e cozinhar por dentro. A finalização é na mesma frigideira, onde de coloca shoyu, mirim, sake e açúcar e a carne é envolvida nesse molho, que se torna mas denso, viscoso. Para guarnição do prato, brotos de gengibre fresco, pickles de cebolinha (rakyo), tiras de pepino. Alguns lugares oferecem ao cliente um pouco de mostarda forte.

Na minha experiência, acho melhor usar o mirim japonês. Experimentei com uma marca brasileira e a cor não foi das mais felizes. O teriyaki é um prato com cor intensa e um certo brilho.

Para o molho do teriyaki (de frango, cavala, olho-preto, etc)

7 colheres de sopa de sake

7 colheres de sopa de mirim

7 colheres de sopa de shoyu

1 colher de sopa de açúcar

Leve ao fogo apenas para dissolver o açúcar. Pode ser feito com antecedência e mantido na geladeira.

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Panacota Boa Para Cachorro

Literalmente. Pesquisando outra coisa, encontrei um site com várias receitas para cachorros: Panacota, bolo de aniversário, tortinha de morango, biscoitos, frango assado… Não pretendo cozinhar para cachorro algum, mas registro a curiosidade. O site traz também nutricionais dos pratos. Em japonês.

http://www.iris-pet.com/wan/recipe/

Panacota Canina

70 ml de leite enriquecido com cálcio

70 ml de leite evaporado

3 gramas de gelatina

Gotas de baunilha

Para a decoração foram utilizados morangos, framboesas, kiwi, hortelã, queijo cottage e sagu colorido.

Misture o leite e o leite evaporado. Aqueça no microondas. Dissolva a gelatina. Misture. Aromatize e coloque em formas. Leve à geladeira até firmar. Desenforme, decore e sirva.

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Pipoca de Arroz

Há muito tempo alguém perguntou como se fazia pipoca de arroz (ou arroz expandido)  em casa. Igual a aquelas que compramos no mercado, em saquinhos rosa, apelidados de titica de rato, ou em barras carameladas (no Japão, conhecidas como Pon Okoshi), era impossível. O arroz precisa ser aquecido e submetido a uma pressão elevada. A alteração brusca da pressão (quando o equipamento é aberto) provoca a expansão do cereal. Um equipamento, chamado de Canhão para Pipoca faz isso.

 

É, eu usei a expressão no passado, porque hoje é possível fazer em casa. Uma empresa japonesa fabrica um modelo compacto (com 10 kg de peso), que funciona à gás, com capacidade para 540 ml de cereal cru (ele expande 10 vezes), por 251.500 ienes ou algo em torno de 2.150 dólares.

Antes de comprar aqui, investigue na prefeitura sobre leis de zoneamento, porque o canhão, quando aberto, faz um estrondo considerável. Afinal, não tem esse nome à toa.

Há um tipo de pipoca que é feito com arroz cozido, seco e frito:

http://marisaono.com/delicia/?p=345

 

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Nikujaga (Cozido de Batata e Carne)

nikujaga

Para Fabricia Osada.

Ela me pediu uma receita de nikujaga. Este é um prato muito comum nas refeições domésticas. Simples, reconfortante, quente. No entanto, tenho receio que minha receita não agrade, porque são milhões de donas-de-casa e bilhões de lembranças de refeições. Sinta-se livre para adicionar mais ou menos açúcar, um pouco mais de sal ou shoyu. Eu prefiro o meu clarinho, mas muitos usam bem mais shoyu e o prato fica escuro.

Nikujaga

100 a 150 gramas de carne de porco ou boi, fatiado fino e cortado em pedaços irregulares

1 cebola média

1 colher de óleo

3 a 4 batatas, descascada, cortada em pedaços de 3 a 4 cm de lado

4 colheres de sake

1 cenoura pequena cortada em pedaços de 2 cm, triangulares (trabalhando com a diagonal, corte e role a cenoura) ou em rodelas.

4 a 5 colheres de shoyu

1 colher de açúcar (ou mais, se preferir)

3 xícaras de dashi ou água e um pouco de hondashi ou kombudashi instantâneo

Um pouco de ervilhas frescas ou congeladas ou algumas ervilhas-tortas sem fibras, inteiras se pequenas ou cortadas, se forem muito grandes

Refogue a carne e a cebola com o óleo, até as cebolas ficarem transparentes e a carne, perder a cor avermelhada. Junte o caldo ou água e hondashi, sake, shoyu e açúcar. Adicione as batatas e cenouras. Deixe ferver. Retire com uma colher ou concha a espuma que se formar. Abaixe o fogo e cozinhe até que as batatas fiquem macias, porém, sem desmanchar. Junte as ervilhas, tampe e deixe descansar por 10 a 15 minutos, para que o caldo seja absorvido pelas batatas. Quanto ao tipo de batata, há quem prefira as do tipo mais firme e outras, do tipo mais farinhento. Eu prefiro esse último, mas é uma questão de gosto.

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Biscoitos de Cebola e Páprica

biscoito-de-cebola-e-paprica

Até hoje fiz poucos biscoitos salgados. Mas este fiz há umas semanas. É simples, a textura dele lembra massa de torta, um tanto quanto oleosa, com o sabor da páprica, cebola e um toque picante da pimenta vermelha. Muito fácil de fazer.

Biscoitos de Cebola e Páprica

3/4 de xícara de óleo (usei metade óleo de milho, metade de azeite)

1 cebola

1 ovo

2 colheres de chá de páprica doce

1 colher de chá de pimenta vermelha (usei chili)

2 colheres de manteiga

2 colheres de chá de fermento em pó

Sal à gosto

Farinha o quanto baste.

Bata no liquidificador a cebola picada com o óleo e o ovo.

Misture os demais ingredientes, juntando farinha até formar uma massa que não grude nas mãos. Estique com um rolo e corte em cubinhos de uns 2 cm de lado, coloque em uma assadeira e leve para assar em forno médio, até corar levemente.

Guarde em potes bem fechados.

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Takikomi Gohan

Takikomi Goham

Os japoneses amam arroz. Arroz branco ou cozido com vários legumes e carne, shoyu e sake para temperar. Muito simples e o que apresento não é exatamente uma receita e sim uma orientação, já que as variações são muitas, para quem usa panela elétrica. Confesso que não faço no fogão, porque com a panela elétrica é muito mais fácil.

2 copos de medida (que acompanha a panela elétrica para cozimento de arroz) de arroz do tipo japonês

1/2 xícara a 3/4 de xícara de peito de frango picado em cubinhos de 1 cm de lado

1/2 xícara de bardana cortada em tirinhas

1/2 xícara de cenoura cortada em tirinhas

2 colheres de shoyu

2 colheres de sake

sal à gosto

Lave o arroz e coloque na panela. Adicione água (ou dashi) na quantidade indicada pelo fabricante. Retire 4 colheres de sopa de água. Acrescente o shoyu e o sake. Confira o sal. Adicione os demais ingredientes, ligue o aparelho e deixe cozinhar. Na hora de servir, misture levemente. Se preferir, polvilhe gergelim tostado ou uma pitada de pimenta vermelha em pó. Não deixe o arroz na panela, em banho-maria, já que o shoyu tende a queimar. Se necessário for, retire da panela, guarde em um pote e requeça no microo-ondas.

Variações:

Acrescente também konnyaku (gelatina de batata), pedacinhos de alga kombu, cogumelos em fatias, broto de bambu picado, vagens em rodelinhas. Lembre apenas de não colocar muitos ingredientes nem em grande quantidade, é arroz com legumes e não legumes com arroz.

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Atendimento ao Consumidor

Parabéns à Moveis Bertolini, divisão de móveis de aço e ao representante em Londrina, a Angonese Repres. Coml. Ltda. Recentemente as dobradiças do armário daqui de casa apresentaram problemas e em um dia, apenas, consegui peças novas com as quais resolvi o problema.

Mais uma prova que empresas brasileiras estão, sim, preocupadas em atender melhor e satisfazer os clientes!

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Sukiyaki

É, sem dúvida, um dos pratos japoneses mais populares fora do Japão. Até virou música (na verdade, versão em inglês da música Ue o Muite Arukou, de Kyu Sakamoto). No entanto, a origem do nome do prato é meio obscura. Alguns dizem que “suki” vem de gostar, e cada um faz o prato com ingredientes preferidos. Outros afirmam que suki significa também arado e dizem que antigamente o prato era feito em um disco de ferro dessa ferramenta agrícola. Verdade ou não, o fato é que se utiliza uma panela pesada de ferro para fazer esse prato, na verdade, bem simples.

Sukiyaki (para cerca de 6 pessoas)

900 gramas de carne (contra-filé, de preferência, marmorizada com gordura), cortado em bifes muito finos, quase da espessura de um papel

6 cebolinhas verdes (se possível, do tipo com talos grossos), cortado em pedaços de 4 cm

12 cogumelos shiitake, limpos

1 tofu firme (ou, se encontrar, o assado), em cubos

1 pacote de shirataki (ou, se não encontra, konnyaku em tiras) lavado e escorrido

12 pedaços de Fu (glutem de trigo, existem em formatos diversos)

1 maço de horenso (espinafre japonês), lavado

1 pedaço de gordura de boi (cerca de 50 gramas)

3 colheres de açúcar

1/2 xícara de sake

1/2 xícara de shoyu

Aqueça a panela de ferro em fogo médio. Vá esfregando o pedaço de gordura na panela, para que ela fique untada. Junte o açúcar e continue mexendo com o pedaço de gordura, até que o açúcar derreta. Cuidado para não queimar. Junte meia xícara de água. Adicione o sake, misture. Junte o shoyu e misture.

Vá acrescentando pedaços de carne e vegetais. Conforme o caldo for secando, adicione mais água, se necessário. Tanto a carne como os vegetais ficam prontos em um minuto ou pouco mais. É de costume acompanhar o prato com um ovo cru, quebrado em uma tigela. A porção de carne ou vegetal é mergulhada no ovo cru e saboreada. O ovo serviria como molho e esfriaria ligeiramente o bocado.

Na maioria das vezes, é consumido com arroz, mas há lugares em que adicionam udon, ao caldo. Também é comum em Hokkaido, fazerem sukiyaki com carne de porco. Em vez de horenso, a folha de crisântemo é usada. Mas não sei se encontraria folhas dessa flor sem agrotóxicos.

Há também uma versão onde o sake, o shoyu e açúcar são misturados e adicionados aos poucos na panela, conforme necessário.

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Horenso no Goma Ae (Espinafre Japonês ao Molho de Gergelim)

Não sei se já publiquei isso ou não. Confesso que estou com preguiça de conferir nos arquivos. Trata-se de uma salada, muito simples e muito comum nas mesas japonesas. A primeira impressão é de amendoim tostado. Cuidado com o açúcar.1 maço de espinafre japonês (horenso)

4 colheres de gergelim branco

1 colher de açúcar

2 colheres de shoyu

3 colheres de dashi

Afervente o horenso rapidamente. Não separe as folhas, mantenha-as junto à raiz. Cuidado, não deixe que fique muito cozido e mole. Retire da água e passe em água corrente até que fique frio. Esprema com cuidado para eliminar o excesso de água.

Toste as sementes de gergelim em uma frigideira seca, limpa, sem óleo. Elas tendem a queimar muito rapidamente. Triture-as em um pilão ou suribachi (pilão de cerâmica japonês). Adicione o açúcar, vá adicionando o shoyu e o dashi, pilando com vigor para que se forme um creme, uma emulsão.

Corte o horenso em pedaços de 4 cm de comprimento. Confira o sal e o açúcar.

Sirva em porções pequenas, em tigelinhas. Acompanha a maioria dos pratos japoneses.

PS: Já vi variações com um pouco de vinagre. Gosto, sobretudo no verão.

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Okara Karintou

okara-karintou

O karintou (ou karinto) é um biscoito feito de farinha, açúcar, fermento e água, frito e passado em uma calda açucarada. A calda pode ser feita com açúcar mascavo ou branco, ser perfumada com gengibre ou receber um pouco de gergelim, amêndoas picadas ou amendoim picado. Também já vi ter resíduo de soja (produto que sobra da produção de leite de soja) na massa. Enfim, as duas coisas que não mudam é o formato – em tirinhas irregulares – e o fato de ser frito.

Okara Karintou (Biscoito Karinto com Resíduo de Soja)

450 gramas de okara (compra-se em lugares que vendem o queijo de soja, tofu; antigamente chegavam a dar de graça, hoje em dia, não tenho certeza).

450 gramas de farinha de trigo

2 colheres de fermento em pó

90 gramas de açúcar

3 colheres de óleo

Calda:

1 xícara de açúcar mascavo

1 xícara de açúcar crista

3/4 de xícara de água

Para a massa, misture todos os ingredientes e adicione água, o suficiente para formar uma massa elástica. Estique com um rolo, abrindo fino e corte em tirinhas de 1/2 cm de largura, com comprimento em torno de 5 cm. Não se preocupe muito, é interessante que sejam irregulares.

Frite em bastante óleo, fogo moderado, até que dourem e fiquem crocantes. Fogo alto demais vai queimar e o biscoito ficará borrachento por dentro.

Para a calda, misture todos os ingredientes e leve ao fogo, sem mexer, até atingir o ponto de fio. Pego um pouco de calda morna entre os dedos e, abrindo-os, forma um fio brando, de 2 cm, aproximadamente.

Junto os biscoitos e misturo, até que a calda açucare e tudo fique com uma aparência seca. Despejo em uma assadeira, espalho e deixo esfriar.

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