Biscoito Champagne, Ladyfinger, Savoiard Caseiro

Sim, não ficaram tão longos e estreitos como gostaria, mas igualmente leves, crocantes e gostosos. E, creio eu, mais baratos que comprados na loja. Mas já aviso que é uma receita que exige um pouco de cuidado. A massa é muito aerada e é preciso trabalhar rápido com o saco de confeiteiro e levar os biscoitos ao forno o mais rápido possível,  para que não espalhem muito e  percam a leveza (além de ficarem muito finos e achatados). Não tirei fotos do “antes”.

150 gramas de ovos (dependendo do tamanho, 3 ou 4 ovos)

130 gramas de açúcar (usei cristal)

125 gramas de farinha de trigo

25 gramas de amido de milho

Raspas de limão (opcional; fica bom sem)

Açúcar impalpável

Coloque os ovos em uma tigela de metal com o açúcar. Coloque essa tigela sobre água quente mas não fervente. Misture e bata os ovos por alguns minutos. É importante que não pare de misturar os ovos, caso contrário, irão cozinhar. Depois de 3 a 5 minutos, os ovos estarão ligeiramente mornos e o açúcar, dissolvido.

Leve à batedeira e bata em velocidade alta, até que os ovos cresçam, fiquem bem claros e quando levantar as pás, ele forme tiras grossas.

Peneire a farinha com o amido de milho e acrescente aos ovos. Misture bem, mas com cuidado. O importante é que não perca muito volume.

Coloque em um saco de confeitar com um bico redondo e faça tiras sobre uma assadeira. Eu forrei a assadeira com papel siliconado Dover Assa Mais Leve (não, não estão me patrocinando, mas é a única marca que tem no mercado de papel que realmente não gruda) mas poderia ter usado uma assadeira untada e polvilhada com farinha de trigo. Polvilhe açúcar impalpável com a ajuda de uma peneira pequena. É importante usar o açúcar, ele ajuda a massa a manter a forma.

Leve ao forno pré-aquecido a 180 graus por alguns minutos, até que fique firmes. Abaixe a temperatura e asse até que dourem e fiquem secos.

Retire do forno, deixe que esfriem na assadeira e então guarde em um pote com uma tampa que feche bem. Duram pelo menos uma semana.

Obs: Minha assadeira é grande (assim como o forno): 50×80 cm. Se seu forno for menor, talvez seja melhor dividir a receita pela metade.

Para ficarem perfeitos, os biscoitos são feitos em assadeiras próprias mas eu prefiro não investir nisto.

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Molho Wei Lih Vegetariano

Ganhei outro dia, não conhecia. Trata-se de um molho à base de soja, vegetariano, que pode ser utilizado em diversos pratos, como tempero. É bem salgado e um pouco picante.

Eu resolvi experimentar em um prato bem simples, à base de tofu e berinjela e ficou muito saboroso.

Mas, pelo que entendi, a forma mais comum de usar este molho é com massas.

Na lata vem uma certa quantidade de óleo. Isso não me surpreendeu, a maioria das pastas com pimenta chinesas são bem oleosas, creio que pelo fato que a capsaicina (a substância que responsável pelo ardor da pimenta) é solúvel em óleo.

Quanto ao prato, apenas peguei tofu bem firme, corte em fatias grossas, fritei até dourarem por fora e cortei em cubos. Fritei pedaços de berinjela (poderia ter refogado ou cozido no vapor). Em seguida, coloquei umas colheradas desta pasta em uma frigideira com um pouco de água, aqueci, juntei o tofu frito, refoguei um pouco para que absorvesse o sabor e adicionei as berinjelas.

Finalizei com um pouco de gergelim branco torrado e comi com arroz branco. Saboroso, um pouco picante e bastante satisfatório.

 

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Ebi Katsu Sando (Ou Sanduíche de Camarão Empanado)

Katsu sando virou moda em izakayas e restaurantes japoneses em São Paulo. Saiu até matéria no Paladar sobre esse sanduíche.

Bem, lá vou eu esclarecer umas coisas. A palavra “katsu” vem de “katsuretsu” que vem de “cutlet“, que vem de “côtelette”. Bisteca, por aqui. Com o tempo, katsu virou sinônimo de empanado, “milanesa”, para nós. Então existe por lá o Ton Katsu (porco empanado), Chicken Katsu (frango empanado), Gyu Katsu (carne bovina empanada).

Então, não existe motivo para fazer katsu sando só com porco, certo? A versão mais, digamos, glamourosa, é a de camarão.

Pois então…

Camarão não forma um um bloco, bife, fácil de ser empanado. É preciso colá-los. Só que se usarmos farinha de trigo, o bolinho vai ficar duro e pesado. Eu quero uma coisa macia, leve. A solução é usar uma pasta à base de peixe.

Pasta de peixe é uma coisa muito comum na Ásia. Ela vira bolinhos que são cozidos em caldo, vão em recheios de bolinhos e pastéis, existem muitos pratos à base dele. Feita a massa, adicionei camarões miúdos e empanei. Usei camarões pequenos porque eles são mais fáceis de moldelar e porque o sabor é mais intenso. O resultado foram 5 sanduíches absurdamente saborosos. Usei como molho uma mistura de maionese, creme de leite azedo e alcaparras. Poderia ser o molho para Tonkatsu, adocicado, sim. É uma questão de gosto.

Para os ebi katsu:

250 gramas de pescada branca muito gelada, quase congelando

6 gramas de sal

400 gramas de camarão pequeno, descascado.

Pimenta do reino à gosto

Farinha, farinha de rosca grossa (panko) para empanar

Óleo para fritura

Para os sanduíches vai precisar de fatias de pão de forma branco, maionese, creme de leite azedo, alcaparras, mostarda, molho inglês e limão, além de alface ou repolho cortado em tirinhas finas

Coloque a pescada branca picada grosseiramente no processador de alimentos, junto com o sal. Processe até formar uma pasta. Talvez precise limpar as laterais da jarra com uma espátula.

A massa vai ficar bem coesa, formando uma bola no jarro. Adicione 50 gramas de camarão e processe mais um pouco.

Retire para uma tigela e misture com o camarão restante. Mantenha tudo sempre frio, ou seja, misture rapidamente.

É melhor deixar a massa gelar por 2 horas na geladeira, vai ser mais fácil de modelar. Com a ajuda de um aro molhado em água, modele discos com a massa.

Com muito cuidado, coloque os discos sobre uma assadeira polvilhada com farinha. Polvilhe mais farinha em cima.

Passe os discos de camarão em uma mistura de água e farinha e depois na farinha de rosca grossa. Não uso ovos, a mistura de água e farinha é igualmente eficiente, forma um a crosta consistente e, de quebra, o óleo da fritura não vai espumar.

No mais, frite os discos de camarões empanados em óleo quente, até dourar. Monte os sanduíches em pão branco (tostado ou não, eu prefiro tostado), alface e um molho à gosto. No caso, misturei partes iguais de maionese e creme de leite azedo, temperei com alcaparras bem picadas, umas gotas de limão e molho inglês e um pouco de mostarda. Poderia ser molho tártaro pronto, molho de tonkatsu, o molho inglês à japonesa (Usutaa so-su vem de Worcester Sauce, ou seja, molho inglês, mas o de lá é mais adocicado).

 

 

 

 

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Apenas Um Galinheiro

Sim, temos galinhas (20, exatamente, por enquanto). A questão é que até há pouco tempo, usávamos o galinheiro do vizinho. Acontece que ele vendeu a chácara e precisamos construir um no nosso terreno (a outra opção seria ficarmos sem galinhas, mas minha mãe acabou se apegando a elas).

Bem, muita gente provavelmente não sabe o que é um galinheiro. Não é uma estrutura tão simples assim. A gente não cria galinha solta. Um dos motivos é que temos uma horta e galinhas podem ser muito vorazes. Outro motivo é que galinhas são sujeitas a predadores (desde gatos e cães até gambás). Então elas precisam ficar em uma área cercada com tela.

A tela do galinheiro costuma ser de malha fina, para que os pintinhos (que um dia virão) não fujam. Não basta simplesmente esticar a tela e prendê-la em postes, pilares ou morões, porque elas podem fugir por baixo ou o galinheiro pode ser invadido. A tela precisa ser presa a algo, na parte de baixo. No caso, cimentada a duas fileiras de tijolos. Assim um cão não cavaria por baixo.

As galinhas precisam de uma área coberta, para se abrigarem da chuva e do sol. Sim, elas sofrem também com o calor. E é nesta área abrigada que fica o poleiro, onde elas dormem. Elas se acomodam em um lugar alto, para dormir. Afinal, são aves, evitam o chão à noite. Também é preciso de um lugar onde ficariam os ninhos onde põem os ovos. Ainda falta construir um pequeno viveiro onde as galinhas irão chocar e ficarão os pintinhos nos primeiros dias de vida. Mais privacidade e segurança para as mamães e filhotes.  Além disto, um galinheiro inclui um comedouro, bebedouro, tambor para guardar o milho e a ração. Milho e ração mofam se expostos e também temos pombos por aqui, iriam comer tudo em dois tempos.

O ninho das galinhas é uma caixa com palha. Isto basta. Também colocamos um pedaço de plástico em um dos lados, para protegê-las um pouco do vento e da chuva. Elas gostam de ter um área para ciscar e um pouco de areia, para a higiene. Sim, elas tomam banho de areia.

As nossas galinhas comem milho, ração, verdura, ciscam, gostam muito de minhocas e de pimenta, que garante às gemas uma cor mais viva. Água é um item importante, elas bebem muita e precisa ser de qualidade, aves podem morrer em pouco tempo, por conta de água contaminada.

Pois então, um galinheiro não é um coisa tão simples de fazer. Em duas pessoas, com quase nenhuma experiência em construção civil ou marcenaria, gastamos uma semana de trabalho duro. Os vizinhos ajudaram com a parte mais pesada, que seria levantar o telheiro e esticar a tela, que precisa ser tensionada.

E a manutenção do galinheiro é praticamente diária. As fezes das galinhas precisa ser recolhida, com pá e rastelo, comedouros e bebedouros precisam ser abastecidos e a verdura fresca ser oferecida.

 

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Defumados: Bacon, Pernil e Pastrami

Que tal aprender a fazer um bacon como este da foto, em casa? E pernil e pastrami. E depois, ainda almoçar as carnes recém-defumadas com pães artesanais, chá e sobremesa?

Dia 23 próximo, domingo, das 10 às 16 horas.

Onde: Aqui em casa, em Ibiúna, próximo ao Haras Setti.

Mais informações pelo e-mail marisaono@gmail.com

 

 

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Sopa de Cebola

Na verdade, nem é bem uma receita, é uma desculpa para passar uma dica de como caramelizar cebolas rapidamente.

Sopa de cebola costuma ser feito com cebolas caramelizadas, ou seja, cebolas que foram refogadas longamente, até que o açúcar delas doure e tudo ganhe uma linda cor. Ou seja, apesar de simples, uma sopa de cebola costuma levar tempo, uma hora ou até mais.

Mas tem um jeito de fazer essa etapa em menos tempo. Tudo começa, claro, com cebolas. Muitas cebolas, descascadas e fatiadas. Eu sou preguiçosa e corto em um cortador de legumes.

Coloque todas as cebolas (no caso, foi um pouco mais de 1 kg) em uma frigideira grande, com um pouco de óleo. Leve ao fogo.

Quando começar a refogar, adicione um pouco de bicarbonato de sódio, pouca coisa, meia colher de chá basta. Misture. As cebolas irão ganhar um tom amarelado, não estranhe. E vai soltar muita água. Isso acontece porque o bicarbonato rompe as células das cebolas e, mais macias, soltam água. Continue refogando em fogo alto e mexendo sempre.

 

Logo o fundo da frigideira irá ficar com uma crosta de açúcar queimado. Junte um pouco de água para soltar essa crosta e misture. Continue refogado e adicionando um pouco de água conforme esta crosta se forma.

E, finalmente, as cebolas estarão caramelizadas, com um sabor deliciosamente adocicado.  Este é a base para sopa de cebolas, dips e até um bom curry.

Para a sopa de cebola, derreto uma boa quantidade de manteiga (sim, é um prato francês, não? Tem que ter manteiga) com uma colher de farinha para cada pessoa. Douro, junto 2 colheres de cebola dourada e caldo.

Caldo eu costumo fazer em casa, concentro e congelo. Esses saquinhos para fazer gelo são bem práticos,  porque posso destacar um ou dois cubinhos de cada vez. Mas poderia ter utilizado uma forma e depois guardar em um saco, no congelador.

Depois de cozido e engrossar um pouco, a sopa só precisa de sal, uma tigela e pão. Ah, sim, ajuste a quantidade de farinha e cebola à gosto. E bom apetite!

 

 

 

 

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Batida na Escadaria no dia 08 de Julho

No dia 08 de julho estarei na Rua Alves Guimarães, 766 (Pinheiros) a partir das 12 horas, com miso, conservas, geleias, defumados e outras coisas. 

Além de mim estarão: 

Checho Gonzales, da Comedoria Gonzales, com ceviches

Daniela Bravin e Cássia Campos com vinhos em taças ou garrafas

Günter Sarfert, com drinques

Ligia Karasawa do Brace, no complexo do Eataly com espetinhos

Toshi Akuta, do Izakaya Matsu, com katsu sando (sanduíche de lombo empanado, maionese e mostarda japonesa)

Bia Bonduki, da Hanuni com kibes, esfihas, saladas

Isabel Mascaro, da Umkimono com peças do acervo pessoal e yutakas

Janaina Tokitaka com ilustrações e seus livros infanto-juvenis

E também vai ter brechó, fotografias de Nathalie Artaxo e Pedro Mascaro.

 

 

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Lamen: Oficina e Almoço no Próximo Domingo

Que tal aprender a fazer 2 massas (uma tradicional e outra mais fácil), caldo, ovos marinados, porco cozido, montar um shoyu lamen e um Hokkaido Miso Lamen? E depois comer tudo isto, com chá e uma sobremesa surpresa (porque nunca me planejo tanto, vai depender do clima do dia)?

Onde: Aqui em casa, em Ibiúna, próximo ao Haras Setti

Quando: Domingo, das 10 às 14 horas.

Valor: 200/pessoa

Contato: marisaono@gmail.com

Restam 2 vagas.

 

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Marinada para Yakiniku com Kiwi

No Japão, confesso, não me dava ao trabalho de fazer essa marinada. O motivo é que haviam molhos prontos e muito bons, carnes já pré-marinadas prontinhas para ir para a grelha e, claro, restaurantes especializados em carnes que serviam carnes saborosas a preços confortáveis. Mas por aqui não tem nada disso e a vontade de comer uma carne suculenta, macia e temperada daquele jeitinho veio. Não dá muito trabalho, na verdade. No Japão eu comeria sobre uma grelha à gás ou carvão mas por aqui, acabei fazendo na churrasqueira que funciona na boca de fogão. Nada impede de fazer esta receita na próxima churrascada com amigos. Só achei que uma refeição para 2 pessoas não justificava tanta bagunça.

E o kiwi, onde entra? Como amaciante. Sim, assim como o mamão, o abacaxi e outras frutas, o kiwi possui uma enzima que quebra a proteína da carne. Traduzindo, irá romper as fibras da carne. No caso do kiwi, a actinidina é uma enzima um pouco menos agressiva que o abacaxi, o que quer dizer que mesmo que marine por 2 horas ou até mesmo 6 horas, não vai transformar sua carne em uma papa. Mas não exagere no tempo. Experimentei congelar e deixar por vários dias e o resultado foi uma carne sem sabor, que perdeu muita água na hora de grelhar e ficou com um gosto de carne meio digerida… Se for marinada por poucas horas, o resultado é uma carne bem mais macia e ainda suculenta.

O corte que escolhi foi a bananinha. É uma porção de carne que fica entre as costelas do boi, na altura do contra-filé. É um corte saboroso e gorduroso, o que garante que não ficará muito seco na grelha. Costumava ser mais barato mas, infelizmente, parece que descobriram que é bom para um churrasco…

Para cada kg de bananinha você vai precisar de:

80 gramas de polpa de kiwi

25 gramas de alho descascado

100 gramas de cebola picada grosseiramente (opcional; eu gosto do sabor da cebola)

25 gramas de gengibre picado

50 ml de sake (ou vinho branco não muito ácido)

50 ml de mirim (ou vinho branco meio doce ou nem use, aumente um pouco a quantidade de açúcar)

50 gramas de açúcar

100 a 150 ml de shoyu (varia muito, dependendo do teor de sal que varia de marca para marca

12 gramas de sal

Um punhado de gergelim branco e um fio de óleo de gergelim (ambos opcionais)

Bata tudo no liquidificador e despeje sobre a carne

Eu prefiri colocar em um saco plástico e fechar. Poderia ter usado um pote plástico, não faria diferença.

Deixe marinar por 2 horas mas não muito mais que isto.

Na hora de ir para a grelha, retire o excesso da marinada. Pode salpicar um pouco de cebolinha, se gostar. Asse até estar bem dourado de todos os lados, com uns pontos tostados. Sirva com arroz branco.

Outros cortes bons para esse tipo de grelhado são: contrafilé em bifes, fraldinha, barriga (panceta) de porco. Alguns fazem com alcatra, coxão duro.

 

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Lulas Mais Macias

Muita gente se queixa que as lulas ficam duras se cozidas demais e até mesmo sem cozinhar muito. Calma. A culpa é da túnica.

Abaixo da pele do corpo da lula, há outra membrana, fina, transparente, porém bem rígida. É ela que impede que o corpo da lula se dilate demais. O problema é que ela se contrai quando cozida.

Ela pode ser retirada mas é difícil de ver. É preciso ter as pontas dos dedos bem sensíveis para senti-la e puxar firme.

Mas calma! Há outro jeito mais fácil de tirar a túnica. É só congelar e tirar a pele e a túnica com a lula ainda congelada. Essas camadas externas vão descongelando e ficando flexíveis enquanto que o corpo continua bem firme e mais fácil de trabalhar. O único porém é que vai ficar com os dedos muito gelados. Aproveite para tirar as fibras de colágeno que estão espalhadas ao longo do corpo. São fios bem finos, mais finos de os de um cabelo.

Aqui tem uma imagem que explica melhor a estrutura da manta da lula:

http://images.slideplayer.com/34/8330369/slides/slide_15.jpg

Feito isto, pode refogar, fritar, etc. Mas, mesmo assim, não cozinhe demais. No interior da musculatura da lula existem fibras que se contraem quando cozidas.

Outro recurso comum para deixar as lulas mais macias é fazer cortes rasos, formando um quadriculado. Mas já aviso que é uma tarefa que exige perícia ou vai acabar com lula moída.

E não sabe como limpar lulas? Escrevi um passo-a-passo há um bom tempo.

 

Limpando Lulas – Passo-a-Passo

 

 

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