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Blog Delicia by Marisa Ono
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Tinha Uma Horta Aqui

Hoje e amanhã estarei em São Paulo, mas prometo voltar a escrever no domingo.

Vou ver a Neide Rigo na palestra “Tinha Uma Horta Aqui” e na aula dela, da Ana Soares e Mara Salles no sábado.

Na sexta à noite fui convidada para conhecer as pizzas do André na Presto (Rua Esmeralda, 39 – Aclimação).

Só peço que me desejem sorte, porque não conheço bem São Paulo e detesto dirigir. Espero não me perder e nem chegar atrasada a nenhum compromisso.

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Fipan

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Fui à Fipan com olhos de curiosa, apenas. A feira, direcionada às padarias e confeitarias, juntou empresas de alimentos, equipamentos e embalagens. Confesso que o que mais me impressionou foram as cores.

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Cores nos chocolates e bombons…

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Cores nas coberturas e enfeites…

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As cores dos macarons…

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Cores nos bolos decorados…

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E nos cupcakes.

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Uma coisa que eu gosto de ver são embalagens. Sério.

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Embalagens para refeições…

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Embalagens para doces…

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Embalagens para docinhos e bombons…

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E embalagens para tortas e bolos.

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E, claro, formas, moldes, utensílios.

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Muitos moldes em silicone, em diversos formatos

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E essas curiosas tiras, para fazer assados com relevo.

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Gostei da Escola Móvel de Panificação e Confeitaria.

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Mas não era o único veículo da feira; a Zimaze trouxe um calhambeque cheio de pães.

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Quanto aos equipamentos, coisas gigantescas, como esse forno. Não havia nada para uso doméstico.

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Uma empresa (sinto, não anotei o nome) teve a ousadia de apresentar panetones sem conservantes, completamente mofados…

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E, bem, eu achei esse ovo de chocolate, todo decorado bem estranho. Mas é algo para mostrar as possibilidades dos produtos. Ou será que alguém encomendaria um ovo de páscoa assim?

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Será que a idéia da Fini pega? Decorar bolos com marshmallows e jujubas…

Bem, o resumo é que teremos mais um ano muito colorido, com muito cupcake e muito mousse de amarena. Pelo que vi, diria que teremos mais opções de pães especiais (muitos preparados para pão de trigo integral, aveia, etc). E as padarias estão definitivamente caminhando para se tornarem lojas de conveniência.

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Furokuki Daikon (Nabo com Molho de Misso Branco)

É uma receita simples e bem popular. Aproveitando que o nabo do inverno é bem melhor do que o resto do ano – o sol menos intenso faz com que ela desenvolva mais sabor – fiz essa receita. Mas o molho pode ser aproveitado em outra receita, sobre batatas cozidas, porém ainda firmes, por exemplo.

Corte o nabo em rodelas com cerca de 2 dedos de altura. Descasque. Tire uma tira relativamente grossa em torno de todo o nabo. Essa parte, mais branca, é fibrosa.

Cozinhe as rodelas de nabo em caldo de kombu (kombu dashi) ou simplesmente coloque um pedaço de alga kombu em uma panela com água, aqueça e retire a alga. Acrescente o nabo e cozinhe em fogo brando. Se tiver um otoshi-buta, use; senão, cubra com uma folha de papel alumínio ou impermeável. Cozinhe até que ele fique bem tenro e ligeiramente transparente.

Para o molho, misture cerca de 1/2 xícara de misso branco (branco porque ele tem a cor mais pálida que o misso comum; é menos fermentado e o sabor dele é mais suave. Se não encontrar, use misso comum) com 2 a 3 colheres de sake, 1 colher de açúcar e 1 gema. Leve ao fogo em banho-maria, mexendo sempre. Adicione água ou dashi, para deixar o molho um pouco mais fluido. O molho será um pouco puxado no sal, já que o nabo não tem sal algum. Aromatize com raspas de yuzu, se tiver. Se preferir, use gengibre ralado, pimenta vermelha moída ou sancho para aromatizar.

Com cuidado, distribua um pouco de molho sobre cada rodela de nabo cozido e sirva. Ou, se tiver uma salamandra ou grill, toste a parte de cima. Eu, como tinha pressa, apelei para o maçarico. Isso é opcional, mas o cheirinho de misso tostado é muito bom.

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Yuzu

Encontrei yuzu no Festival do Japão, na barraquinha de Shizuoka. Custavam apenas 2 reais o pacote. O tamanho variava, alguns pacotes continham 2, outros 3. Não haviam muitos e creio que acabaram logo, porque começou a juntar gente interessada. Uma senhora japonesa (creio que era, porque não falava português) demonstrou uma grande surpresa. Esse limão é ainda pouco conhecido no Brasil e apreciado na culinária japonesa pelo seu aroma. Com o caldo faz-se um molho com shoyu, chamado ponzu. A casca pode ser ralada e misturada ao miso (pasta de soja) e empregado em um peixe grelhado, por exemplo.

Quando cheguei com eles em casa, o interesse maior, no entanto, era pelas sementes. Minha mãe não demorou para abri-las e separar as sementes, que já foram plantadas. Espero que brotem. Talvez daqui uns 4 anos teremos alguns pés de yuzu, embora esta região não seja exatamente a mais feliz para os cítricos em geral.

Como dona M foi muito rápida, ralei com cuidado as cascas dos limões que ela já tinha partido e misturei com sal. O aroma não é o mesmo, mas ainda assim é interessante. Também fiz uma receita simples – posto amanhã – com miso.

E desculpo-me pela falta de receitas. O fato é que ando cozinhando pouco. A gripe tirou meu apetite e ando sobrevivendo à canja e chá…

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Festival do Japão – Parte 5

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Okayama servia espetinho de shimeji, kibi (milheto) com arroz e…

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lindas bandejas de matsuri sushi.

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A barraca da Kibo no Ie estava concorridíssima. Infelizmente, a fila e a espera eram longas demais e ficamos sem provar o sonho.

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Em Oita tinha uma sopa chamada dango-jiro que eu confesso não conhecer ainda. Também tinha tori-meshi (arroz com frango), caqui seco e tataki de carne.

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Tokushima tinha takoyaki, temaki, onigiri (aliás, vi muita gente comendo onigiri) e morango com chocolate.

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A barraquinha de Nara estava enfeitada com fileiras de origamis. Em letras garrafais, yakisoba. Também tinha sushi embrulhado em folhas de caqui e sopa doce de feijão (oshiruko).

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Saitama tinha karê (curry), tanto com arroz como dentro do pão (kare-pan). Comfort food total.

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Okinawa tinha pratos curiosos, pelo menos, para mim. Não conheço o yagi-jiru (sopa de cabrito).

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Guardei o apetite para o okinawa soba. Parecido com o lamen, com porco, tirinhas de ovos, kamaboko e conserva de gengibre. Mas ainda estou curiosa quanto ao okinawa soba feito pela comunidade em Campo Grande.

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E também tinha sata andagui, um bolinho de chuva típico. Só que, pelo que eu conheço, ele costuma ser feito com açúcar mascavo. No mais, estava parecidíssimo com o que eu tinha comido em uma feira de produtos de Okinawa, no Japão.

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O harumaki (rolinho primavera) da barraquinha de Miyazaki acabou cedo. Também pudera, acho que todo mundo gosta de harumaki. Também tinha okowa (arroz glutinoso cozido no vapor) e conserva de ume.

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Iwate tinha udon, gyoza e sake.

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A barraca de Tokyo apostou no yakisoba.

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Mas também tinha um frango frito muito apetitoso (tori no karaage).

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Mas acabamos ficando com o yakisoba especial, com camarão, carnes e verduras.

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Confesso que fiquei pouco no pavilhão coberto, onde ocorriam apresentações e eventos, além de abrigar stands de empresas como Toyota, Honda, etc. Mas é que era muita coisa para uma tarde apenas…

Bom, a conclusão é que o Festival foi um sucesso, tinha muita coisa gostosa, bonita e barata. Mais uma vez provou-se que comida de rua nem sempre significa comida ruim. Também foi bom ver três, quatro gerações participando do evento. No meio disso tudo, conversei com uma senhorinha que veio da mesma região que meu pai, com a mesma idade e ela tinha a idade que meu pai teria, se ainda estivesse vivo. E ri da coincidência de que ela, como meu pai, tinha horror a frio. Também dou parabéns para os organizadores, que pensaram nos visitantes da terceira idade. Apesar de ter sido cansativo até para mim, não haviam degraus e vi muitos cadeirantes.

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