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Blog Delicia by Marisa Ono
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Imagem cedida pelo Studio Oz

Alho Negro na Bombay

Doe Com Um Clique

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Confeitaria Asti

Confesso que não conheço a confeitaria italiana. Até hoje, autenticamente italiano, só provei o panforte e os cantucci. Boa desculpa para conhecer a Confeitaria Asti e conversar com o Angelo Perrela.

Ele estava muito feliz com dos prêmios da equipe brasileira nas categorias “melhor casquinha” e “sorvete artesanal” conquistados na Copa Mundial de gelateria. Viu muita coisa, garantiu que o nível está muito alto em todas as categorias e eu achei bom que o Brasil participe dessas competições,  saber o que está acontecendo.

Bem, eu trouxe para casa sfogliatele, crostata de morango, baba ao rum. Sei que sfogilatele é um doce muito trabalhoso, a massa é aberta fina, mais fina que papel, besuntada com banha, enrolada, cortada em discos e modelada à mão em formato de cone, para receber o recheio de ricota e frutas cristalizadas. Gostei muito, um folhado mais durinho, mas muito crocante e o recheio não é tão doce.

A crostata tem uma massa macia, tenho impressão que leva farinha de amêndoa e o recheio de morango cremoso também não era exageradamente doce.

Já a baba ao rum tinha um perfume de baunilha e uma picância que não identifiquei. Não tenho o hábito de beber bebida alcóolica e confesso que não gosto de doces embebidos em calda. Mas essa baba novamente não era exageradamente doce e eu comi inteirinha.

Ficou para a próxima vez o sorvete. O Angelo disse que estava fazendo sorvete de morango com prosecco. Quem for lá amanhã ou depois poderá provar.

Confeitaria Asti

Rua Cubatão 580 – Vila Mariana

Tels.: 11 5575-3428 / 5573-9484

 

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Iogurte Grego com Nozes e Mel

Ou iogurte coado ou coalhada seca. Na verdade, prefiro a expressão iogurte coado,  mas parece que conhecem mais como iogurte grego. Enfim, são nomes.

Certas coisas são tão perfeitas que é difícil melhorar.  Um dedinho a mais e acontece um desastre. Pois bem, acho essa sobremesa perfeita sem mais nada.

Comecei coando iogurte. Se não estiver contando calorias, acho melhor acrescentar um pouco de creme de leite fresco ao iogurte caseiro.  Eu coloco em um saco de pano, dou um nó, passo uma vareta e deixo gotejando em um jarro fundo. Cubro tudo com um pano para não ter dissabores com moscas, mosquinhas e moscões. Leva algumas horas para perder soro e ficar denso, cremoso.

Retirado do saco, vai para a geladeira até a hora de consumir. Endurece um pouco, fica com a consistência de um queijo cremoso.

Depois é só modelar uma colherada desse iogurte, cobrir com mel, nozes em pedacinhos e duas ou três gotas de água de flor de laranjeira.  Sirva porções pequenas, porque é denso, satisfaz.

 

 

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Três Curtas

Hoje vi um link de entrada para o blog novo e fui conferir. Para minha surpresa, um blog escrito em inglês, cita meu nome. E confesso que fiquei lisonjeada:

“The first time I read about shishito peppers was on a bog dedicated to disseminating Japanese food and culture in Brazil. Marisa Ono, a Brazilian of Japanese descent, spent several years in Japan. Upon her return to Brazil, she created her blog and started producing common Japanese vegetables not widely available. She grows edamame, shishito peppers, sweet peas, and novelties such as the popular black garlic. Her black garlic took off and became a successful business enterprise. She now supplies it to a bunch of restaurants in Brazil. That’s a very cool thing!” 

Para conferir o post na íntegra, o endereço é este:

http://weirdcombinations.com/2011/02/shishito-peppers-in-olive-oil-and-garlic/

Para quem não se lembra, um blog russo fala da experiência de fazer Yukimi Daifuku:

http://kuharka.ru/recipes/dessert/pr_dessert/3333.html

E no dia 10 estarei na aula sobre ingredientes especias na Accademia Gastronômica. Na programação, terrine, camarão e sorvete com alho negro. Vão perder?

Mais informações – inclusive sobre outros cursos- aqui:

http://www.agastronomica.com.br/a-aca-acontecimentos.html

 

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Onde Comprar Wagyu?

Quando assisti à palestra-workshop-degustação de wagyu no Senac Aclimação, a pergunta ficou (e me fizeram, várias vezes): onde comprar wagyu?

E não é que tem uma loja que vende não só o wagyu (bife de chorizo, contra-filé, miolo de alcatra), como cortes de red angus, de búfalo, peixes amazônicos, linguiça de Bragança e um monte de outras coisas que fazem a alegria dos carnívoros? E o mais curioso: não fica dentro de um mercado, um shopping. Aliás, a gente nem paga o estacionamento. Fica em Cotia.

O lugar é o Shopping da Roça. Para chegar lá, siga pela rodovia Raposo Tavares em direção ao interior. Na altura do km 28, haverá a indicação para a estrada Fernando Nobre, em direção ao templo budista Zu Lai. A loja fica à esquerda, no número 933. É um muro, um portão simples e uma placa. Não estranhe, o terreno é bem inclinado e a loja fica bem abaixo do nível da estrada. Desça a rampa e pronto.

E se ficar perdido com que carne comprar e como preparar, pergunte ao Edson, ele vai saber orientar, explicar as diferenças e características de cada corte. Ele tem muita experiência com carnes e churrascos e é apaixonado por carnes.  Aproveite também para ver facas, grelhas, compotas, vinhos.

Alguns cortes podem ser encomendados. O telefone lá é: (11)4551-0420 e o e-mail é: shopping.roca@hotmail.com

E lá tem um corte de costela que estou de olho. Lembro que comi no Japão bifes finos de costela (sério!) rapidamente grelhados. A carne era saborosa e macia. Certamente não dá para fazer isso com os cortes que a gente encontra nos supermercados.

PS: Passei próximo hoje. Uma referência para ir até lá é a churrascaria Gramado. Fica a 1 km adiante, há uma placa indicando a estrada dos Estudantes e logo é a Fernando Nobre. 

 

 

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Sobazushi

Quando comecei a escrever este blog (que está caminhando para o milésimo post) eu decidi que jamais escreveria sobre sushi e sashimi. Simplesmente porque é algo que todo mundo vê, come, escreve. E havia muitas outras coisas interessantes e desconhecidas para comer.

Pois bem, abri uma única exceção para falar do sobazushi. O único sushi que eu conheço que não leva arroz. Prato típico da cidade de Yamaguchi (cada cidade ou região tem um prato ou produto típico), esse sushi é feito com macarrão soba (feito com trigo sarraceno), enrolado em alga nori e servido com molho à base de shoyu e dashi.

Eu lembro de ter comido uma única vez. Infelizmente a memória anda pregando peças e não lembro se ganhei, se comprei, mas certamente lembro que nunca fui a Yamaguchi. Encaro como uma versão de soba que pode ser comido com as mãos. Para quem quiser arriscar, cozinhe soba em bastante água fervente até ficar cozido porém firme. Escorra e lave em água fria. Deixe escorrer. O macarrão irá ficar um pouco grudento, mas é mais fácil assim.

Distribua soba cozido e frio sobre uma folha de nori. Eu usei omelete doce e pepino no centro. Enrole e aperte com força, para que os fios grudem uns nos outros. Vai precisar de mais força do que usaria no caso do arroz.

Corte em fatias e sirva com o tsuke-jiru usado para comer somem, soba.

Algumas pessoas são alérgicas ao trigo sarraceno. Algumas pessoas chegam a ter crises de bronquite por causa dessa alergia.

Ressalto que esse sushi é um curiosidade, peculiaridade de um local. Muitos japoneses sequer conhecem esse prato. No mais, todos os outros sushis – inarizushi, makizushi, hosomaki, temaki, oshizushi, tekonezushi, tirashizushi, sasazushi, etc – são feitos com arroz. Lamento dizer que rolinho de salmão recheado com cream cheese e abacaxi não é sushi. É apenas um enrolado.

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