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Por Marisa Ono, em February 8, 2010, at 10:27 pm Categoria: Culinária japonesa, cotidiano | Tags: livros |

O livro não foi lançado agora. Na verdade, foi lançado em setembro do ano passado. Apesar disso, foi ansiosamente esperado por mim. Recebi-o hoje, pelo correio.
Porque a ansiedade? Não, não posso dizer que sou fã da Harumi, na verdade, sei pouco sobre ela. Sei que é popular, apresentou ou ainda apresenta programas de tv e parece que se especializou em cozinha doméstica contemporânea.
O motivo da ansiedade estava na última página…

“A editora agradece à atenciosa ajuda de Marisa Tiemi Ono, que administra um site com textos bem escritos e divertidos e com receitas de dar água na boca, o Delícia (www.marisaono.com/delicia). ”
Eu é que agradeço à Editora Larousse pela gentileza em mandar-me um exemplar e pelas palavras tão generosas por conta de uma pequena dúvida sobre nome de pratos em japonês…
PS: Sim, fiquei orgulhosa de ver meu nome impresso em um livro. Até agora, só em jornais, em lista de aprovados em concursos e numa nota mínima sobre um concurso de contos, lá em 1981. Mas também fiquei um tanto encabulada, porque eu sou jeca, mesmo.
Por Marisa Ono, em February 5, 2010, at 11:09 pm Categoria: cotidiano |
Viver na zona rural tem suas delícias. Ar puro, muito espaço, nenhuma campainha, milhares de metros quadrados para plantar, ter bichos, dezenas de colibris no jardim e a liberdade de andar o dia inteiro de jeans e camiseta velhos.
Por outro lado, é preciso paciência com certas coisas. Uma delas é a tal da conectividade.
Até outro dia a minha conexão com a internet estava funcionando. Devagar, mas funcionava. O modem USB ganhou um cabo mais longo, ele ficava pendurado na parede e tudo estava bem. De repente, nada. Procurei todos os pontos e nada.
Depois de várias horas, oba, sinal. A alegria durou 15 minutos.
E foi-se uma noite sem um suspiro.
Acabei levando o aparelho à loja onde comprei. Testaram. Tudo ótimo. Para tentar melhorar a recepção, saí com um trambolho de lá. Uma antena, que foi fincada em um bambu e que está lá em cima. Tudo parece um estandarte que fazem por aqui, para santos padroeiros em épocas de festas religiosas. Talvez até eu pregue alguma imagem, na esperança da coisa melhorar.
Com tudo isso, um sinal mínimo. Paciencia…
O engraçado é que o celular, da mesma operadora, tem sinal de dar e sobra. Não vou pesquisar os motivos disso. Não por enquanto, que eu tenho dezenas de e-mails para responder de gente que deve de estar fula comigo.
Paciência…

Por Marisa Ono, em January 29, 2010, at 7:12 pm Categoria: cotidiano | Tags: Alho Negro |
Mais uma matéria sobre o alho negro, desta vez no Receitas do UOL, fruto do trabalho, esforço, inspiração ou demência desta que vos escreve. A foto do Spaguetti que ilustra a matéria da Ailin Aleixo é do chef Carlos Bertolazzi.
Por Marisa Ono, em January 28, 2010, at 8:10 pm Categoria: cotidiano, curiosidades | Tags: queijo |

As vaquinhas tiveram bezerros e, consequentemente, temos leite. Não muito, porque os filhotes precisam ser alimentados. Mas uns 4, 5 litros por leite são mais do que damos conta por aqui. Não tenho nenhuma experiência com queijos. No início, achei que seria como aprender a andar de patins – nunca andei e, analisando minhas habilidades, provavelmente nunca aprenderei a andar com eles. Mas fui pedir informação com quem tem mais experiência. No caso, o baiano que trabalha aqui, que ajudava o pai a fazer requeijão lá na Bahia.
Segundo ele, o leite usado era o cru, apenas coado, do jeito que sai da vaca. Separa-se o creme, que fica por cima e deixa o resto em um balde, até talhar. Depois, aquece-se, separa o coalho, pendura em um saco e deixa escorrer. Isso se vai repetindo durante toda a semana. Bem, eu horrorizei com essa parte, fiquei imaginando a cozinha com sacos cheios de leite coalhado pendurados e toda a sorte de insetos em volta. No final de semana, o coalho era aquecido com mais leite cru, que é para baixar a acidez da massa. O creme de leite vira manteiga, que é frita no tacho com sal. Junta-se a massa de queijo e vai mexendo, mexendo muito, até formar uma massa pegajosa, que depois vai para a forma.

Bem, fiz minhas alterações. O leite não foi fervido, azedou naturalmente. No dia seguinte, aqueci em fogo moderado, mexendo eventualmente, até coagular. Separei o coalho do soro. Juntei ao coalho mais leite cru, sempre tudo morninho, até que parou de soltar soro. Escorri.

Aqueci creme de leite que tinha separado do leite. Juntei a massa de queijo e sal. E fiquei cozinhando, mexendo, cozinhando e mexendo, até tudo ficar homogêneo.

Precisei juntar mais creme de leite (comprado, de garrafinha), para que ficasse em uma consistência de mingau. Despejei em potes e deixei esfriar. O resultado foi um requeijão quase cremoso, numa textura parecida com o Catupiry. Bom para comer com pão ou torrada.

Se a massa for cozida até ficar mais firme, quase formando uma bola, ela pode ser enformada. Depois de fria, ela vira um queijo não muito firme.
Por Marisa Ono, em January 27, 2010, at 8:09 pm Categoria: Tira Isso da Boca,Marisa!, bebidas | Tags: importados |

É o que penso desse chá que comprei na Liberdade. É uma bolinha que vai se desdobrando dentro da água e formando uma flor. Ótimo, bonito, impressiona. Mas o sabor não é nada excepcional. Digo até que é pálido, bem sem-graça e quase sem cheiro. Era de se esperar, encontrei-os em um pote, atrás do balcão do caixa. Chás são sensíveis à quase tudo. Ideal mesmo é mantê-los em um pote fechado, escuro e com o menor contato com o ar. Um produtor de chá garantiu-me que aguentam bem o congelamento. Enfim, não era para ser bom mesmo.

Conversando com a Nice, ela contou-me que tomou esse chá lá na China e que era perfumado. Ambas chegamos à conclusão que o que vem para cá não é da melhor qualidade ou não daria para ser vendido a R$3,00 cada um. O mesmo acontece com os chás japoneses. Eu pagava sorrindo algo como U$100,00 o quilo, com menor frequência o triplo disso e só ouvia falar de um chá que poderia custar até U$1.000,00! Aqui no Brasil não temos o hábito do chá e nem damos importância a ele. Muitos só o tomam quando estão gripados ou seguindo alguma dieta que saiu na revista. Enfim, a procura regula a oferta. Enquanto isso, vamos bebendo uns chás ordinários…
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