
O povo japonês mudou de hábitos após a Segunda Guerra Mundial. O consumo de pão, por exemplo, cresceu muito. Aqui no Brasil, consumimos muito mais o pão d’água, francês ou filãozinho. Já por lá, o pão de forma, branco, que pode ser comercializado em 4, 6 , 8 fatias ou inteiro, é mais comum. E é gostoso, sim, com uma textura macia, o pão se rasga (e não esfarela) entre os dedos. Reproduzir esse pão em casa não é tão fácil. A indústria investe em tecnologia, usa aditivos e possui equipamento apropriado.
Para fazer esse pão, que ficou com ótima textura, macio no dia seguinte, porém firme o suficiente para sustentar um sanduíche substancioso, usei o fermento Shirakami Kodama. Ainda vou fazer testes com fermentos nacionais. Como nunca tinha usado essa forma para pão, errei na quantidade de massa. O pão cresceu além da capacidade da forma e a massa, próximo das paredes, ficou grossa. Da próxima vez, não vou usar a tampa.
10 gramas de fermento Shirakami Kodama
30 ml de água
640 gramas de farinha de trigo
30 gramas de açúcar
10 gramas de sal
1 colher de sopa de melhorador para pães
1 colher de sopa de farinha de glúten (encontrado em lojas de produtos integrais, naturais, etc)
360 ml de água
30 gramas de manteiga ou margarina (com mais de 80% de gordura)
Dissolva o fermento na água.
Misture a farinha, o sal, o açúcar, o melhorador e o glúten.
Adicione a água e o fermento dissolvido. Misture até formar uma bola. Deixe descansar por 5 a 10 minutos.
Passado esse tempo, sove bem a massa. Se tiver uma máquina de fazer pão, use-a. A massa deverá ficar com aspecto sedoso, liso. Junte a manteiga e sove mais um pouco.
Deixe descansar até a massa quase que triplicar. Com o punho, abaixe a massa, para eliminar o ar. Dobre a massa algumas vezes, passando o rolo de macarrão, eliminando mais ar ainda. Por fim, enrole e coloque em uma forma para pão untada com manteiga. Deixe crescer em lugar protegido do vento.
Asse em forno médio até corar.
É importante misturar o melhorador e o glúten à farinha, para que não se formem grumos. A manteiga vai no final da preparação porque, se adicionada antes, vai deixar a massa farelenta (porque, digamos, ela vai impermeabilizar o trigo e diminuir a elasticidade).
Eu comentei sobre pães no Japão também em Padarias Japonesas, e em An-pan também.
Depois publiquei uma receita de Shoku-pan que utiliza fermento biológico sêco instantâneo:
http://marisaono.com/delicia/?p=666
