Bolo-pudim de Limão Siciliano

Outro dia ganhei limões sicilianos. Aproveitei para fazer essa sobremesa que é um bolo leve, como um pão-de-ló por cima e, no fundo, forma um creme. Para ser comido morno ou frio, tanto faz. Não fiz ainda com adoçante culinário, mas acho que funcionaria. Rende 6 porções. Usei forminhas de metal, mas se tiver potinhos de cerâmica mais bonitos, não se acanhe em usar.

200 gramas de açúcar

60 gramas de manteiga

4 ovos médios

1 colher de raspas de limão

40 gramas de farinha

80 ml de suco de limão fresco

240 ml de leite

Bata as claras em neve. Adicione 1/3 do açúcar e bata mais um pouco, para formar um merengue. Reserve

Bata a manteiga com o açúcar restante. Adicione as gemas e bata mais um pouco. Adicione as raspas de limão e a farinha e misture. Por fim, o suco de limão e o leite.

Incorpore as claras batidas com uma espátula, misturando de baixo para cima sem bater, até ficar bem homogêneo. Divida em 6 potes e leve ao forno pré-aquecido, em banho-maria, temperatura média para alta, até dourar e o bolo ganhar uma aparência mais seca. Espere amornar para servir.

PS: Não experimentei, mas deve de ficar bom com outros limões. Ou com baunilha. Nesse caso, aumentaria a quantidade de leite para 320 ml e eliminaria o suco de limão. Ainda vou experimentar outras versões, como com goiabada cremosa, por exemplo.

 

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Bolo com Physalis. Ou Camapu

Se bem que gosto mais de juá-de-capote. Já minha mãe prefere chamar de hoozuki. Há um bom tempo ganhei alguns frutos, viraram pés, deram frutos. No Japão minha mãe tinha um pé, no vaso, como planta ornamental. Viram arbustos cheios de pequenos balões que vão do verde ao amarelo-palha.

Por aqui estão todos plantados no chão, crescem bem sem cuidados. Aliás, cheguei a ver uns pés produzindo bem até em terreno baldio.

A safra anda boa com uma dúzia de pés produzindo. Não são tão grandes como os das frutarias, mas quando maduras (ou seja, quando o invólucro fica de uma cor dourada) são doce-azedas e suculentas. São frutas boas para serem comidas e não apenas decorativas.

Ah, quanto ao bolo, fiz uma adaptação de algo que antigamente fazia com cerejas. Vamos de cerejas tropicais, amarelas, então.

Bati 200 gramas de manteiga com 200 gramas de açúcar. Adicionei 200 gramas de ovos pesados com casca. Claro que quebrei as cascas. Adicionei um a um e fui batendo. Juntei 150 gramas de castanha de caju moídas, misturei e, por fim, 200 gramas de farinha de trigo peneirada e 2 colheres de chá de fermento em pó.

Distribuí em 3 formas rasas redondas. Espalhei as frutas e empurrei-as um pouco para dentro.

Depois de assados, não resisti à tentação de fazer algo completamente decadente e decorei com um pouco de chocolate derretido. Desculpem-me. Se não estiver contando calorias e o cardiologista liberar, sirva com sorvete ou uma boa colherada de creme batido.

 

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Mimos Que Ganhei

Não é segredo que adoro ganhar coisas de comer. Doces, temperos, sementes para plantar, mudas, enfim, tudo que um dia poderá ir para o prato . Novidade sempre anima, me obriga a pesquisar, pensar, experimentar. Quando começo a desanimar e achar que não há nada de novo, aprendo mais uma coisa velha que não conhecia.

Ganhei um chutney seco de alho. Ué, chutney não são só em pasta? Pois é, nem sempre. Ainda vou pesquisar mais e saber com o quê se come, fico devendo.

Pimentas, pimentas e pimentas. Peperoncino vai ser plantado. Pimenta cayena ainda não tive coragem de meter os dentes. Chile em pó extra hot me fez pensar em uma comida Tex-Mex, feijão com carne, por exemplo.

Açafrão e baunilha sempre me fazem feliz. As favas vão render cremes e pudins que vou comer escondida.

E por falar em novidades e coisas velhas que viram novidade e vice-versa, leram a crônica da Nina Horta? Leiam.

http://ninahorta.blogfolha.uol.com.br/2012/05/26/pequenas-novidades-velhas/

 

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Família Presto

Hoje almocei na Família Presto.  Não sei se vocês se lembram, mas foram os primeiros a oferecer pizza de alho negro. Isso foi há um bom tempo… Estava devendo uma visita e embalada pela recomendação do Marcelo Katsuki, ataquei o nhoque de ora-pro-nobis. Não riam, nunca comi essa verdura. Ainda mais em um nhoque de ricota, bem leve, aerado, gratinado, em um molho de tomates que veio borbulhando. E ainda, no almoço, vem uma salada ou sopa e um bife à milanesa, que cortei em bocados e mergulhei no molho.

Quinta-feira é dia de massas no almoço e as opções eram berinjela à parmigiana, lazanha, nhoque, espaguete e canelone.

Provei a burrata com creme de balsâmico que está entrando no cardápio. O queijo, cremoso sem ser pesado, esparrama pelo pão ou torrada. O creme balsâmico é espesso, mas é bem menos ácido do que eu supunha. Comi 3 bocados de pura gula, porque já estava quase explodindo. E em breve vai rolar um festival de escondidinho.

A casa fica em uma rua tranquila na Aclimação. Tem algumas vagas para estacionar do outro lado da rua. Atende há 25 anos a vizinhança e para quem está interessado no nhoque de ora-pro-nobis, eles aceitam encomenda. É só falar com o André.

O endereço é:

R. Esmeralda, 39 – Aclimação
Tel.: 0/xx/11/3207-1749

E o site deles é:

http://familiapresto.com.br/

 

 

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O Lado Negro da Força – Parte 2. Banana Kasutera

Ontem eu falei sobre coisas, digamos, conceitualmente ruins mas que a gente gosta. Desta vez a questão é fazer algo que outra pessoa gosta. Mesmo que para isso seja preciso descer uns degraus. Meu vizinho comentou alguma coisa sobre esse doce que comíamos muito há anos. Hoje anda meio sumido das mercearias. Mas para fazer daquele jeito que conhecíamos, eu usei os mesmos recursos da indústria: creme de confeiteiro em pó e mistura pronta para bolo.

O creme de confeiteiro em pó é açúcar, amido de milho, corante amarelo e aromatizante. Mistura-se ao leite frio, leva-se ao fogo até engrossar. Encontro tanto no supermercado quanto em lojas de produtos para confeitaria.

A mistura pronta que usei foi a da Fleischmann. Não estou ganhando nada deles, já vou avisando. Usei 1 ovo a mais que o recomendado e um pouco mais de leite.

A forma eu usei a que minha tia mandou de Londrina. Comentei aqui:

http://marisaono.com/delicia/?p=3154

O Antonio Marcos Candia sugeriu a forma para Krep Suíço.

O creme, frio, foi para um saco de confeiteiro, para ficar fácil de rechear as bananinhas.

O fato é que ficou muito parecido com aquele que comprava na quitanda, renderam umas 16 bananinhas e fiz a alegria de umas pessoas.

 

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Paladar – Cozinha do Brasil

Não é uma notícia nova, mas ainda não comentei. Nos dias 29,30 de junho e 1 de julho vai ser realizado uma série de aulas, palestras e  degustações nas salas do hotel Grand Hyatt, em São Paulo.

No ano passado, a Neide Rigo, do Come-se, levou um grupo para fora das salas. Foram coletar plantas comestíveis em praças. O sucesso foi tão grande que desta vez, haverão visitas ao Ceagesp, alguns poderão ver como é a cozinha do D.O.M e ver Jefferson Rueda destrinchar um porco. A programação toda está aqui:

http://blogs.estadao.com.br/paladarcozinhadobrasil/programacao/sexta-29-de-julho-2/

Os chefs e palestrantes estão apresentados aqui:

http://blogs.estadao.com.br/paladarcozinhadobrasil/chefs-e-palestrantes/

Não conheço todos, mas os que conheço são pessoas que têm muito a contar. Estou curiosa.

 

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O Lado Negro da Força: Torta de Sardinha

Quem nunca cometeu o deslize de comer um Dadinho, aquele cubo cheio de gordura? E quem nunca apelou para um cubinho de caldo industrializado para intensificar um molho insosso? Existem coisas que podem ser ruins mas são boas. Ou, ao menos, servem a algum propósito.

É verdade, não sou diferente da maioria. Não é tão raro eu me render à preguiça ou à pressa ou à nostalgia. Eu como pêssego em calda com creme de leite enlatado. Gosto de sorvete expresso, o “italianinho”. De vez em quando sinto saudades de picolé de groselha. Prazeres baratos, satisfação imediata.

Desta vez senti saudades daquela torta de sardinha que povoava festas infantis do subúrbio na década de 70. Era uma massa abiscoitada, mas estava longe de ser uma massa podre. Por cima, um pouco de sardinha em lata, cebolas refogadas e tomate picado. Quando muito, azeitonas e parmesão ralado (daqueles de pacotinho, mesmo, ninguém podia gastar em parmesão faixa azul).

Fiz uma versão dessa torta. A massa, com pouca gordura, ficou bem mais macia por conta do iogurte natural. Por cima, usei atum em lata. Matei a vontade, serviu de lanche da noite.

Para a massa:

2 xícaras de farinha de trigo

1 colher cheia de margarina ou manteiga

1 colher de sopa (rasa) de fermento em pó

Iogurte natural (cerca de 200 ml)

Sal

Misture a farinha, sal e fermento. Junte a manteiga, misture com os dedos até formar uma farofa e adicione o iogurte, misturando até formar uma massa macia, não muito elástica. Abra em uma assadeira untada e leve ao forno até começar a dourar.

Cubra com o que gostar. No caso, refoguei uma cebola, adicionei uma lata de atum e 2 tomates picados. Temperei com sal, pimenta e terminei salpicando parmesão em cima. Dizem que queijo não combina com frutos do mar. Me deixem. Faz parte da minha infância.

 

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Funayaki ou Guzuguzu-yaki

Este é outro doce da minha infância. Quem costumava fazer era meu pai, que chamava-o de oyaki. Explico que oyaki é um nome genérico para uma série de bolinhos e panquecas feitos geralmente com farinha de trigo e assados na chapa. O funayaki é uma panqueca feita só com farinha, água e sal, recheada com açúcar mascavo. Mas o que sempre comi é recheado com anko. No livro Cozinha Regional Japonesa da Shizuko Yasumoto (Editora Kojiro), ele aparece como “Guzuguzu-yaki” e é típico de Saga.

1 xícara de farinha de trigo

Um pouco mais que 1 xícara de água

Sal

Anko (pasta doce de feijão azuki)

Misture a farinha com o sal. Eu gosto da massa bem salgada, o que acentua o doce do anko. Fica a critério. Vá misturando e adicionando água até formar uma massa parecida com a de um crepe. Eu prefiro deixar descansar por cerca de 30 minutos.

Despeje uma pequena porção de massa em uma frigideira (de preferência com revestimento anti-aderente). Quando estiver quase cozida, coloque um pouco de anko em uma das metades. Dobre ao meio, formando uma meia-lua e, com uma espátula, pressione levemente, ajudando a espalhar melhor o doce de feijão e unindo as bordas.

Como é uma massa que não leva ovos, manteiga, etc, tende a ficar borrachudo depois de frio. Por isso, é comido ainda quente, geralmente no lanche, acompanhando o chá verde.

 

 

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Imagawayaki ou Ooban-yaki

Este doce é muito popular no Japão. Encontrava em lojas tão pequenas que só dispunham de uma janela, por onde se fazia o pedido, pagava e recebia o doce. Também podia ser comprado na praça de alimentação de lojas de departamento, em barracas, vans. Em Hamamatsu (Shizuoka) havia uma loja que fazia uma versão mini, pouco maior que uma dentada. O recheio geralmente é de doce de feijão azuki, mas existem versões com pasta de fava branca, batata-doce, creme.

Por aqui, não sei porquê, é chamado de kintsuba. Um equívoco, são doces completamente diferentes.

Os meus não ficaram tão bonitos. A forma que ganhei é de alumínio e grudou, foi um custo conseguir discos inteiros. Se for comprar uma forma dessas – tem na Liberdade – compre uma com revestimento anti-aderente. E ainda há a opção de fazer usando uma frigideira e alguns anéis de metal bem untados.

100 gramas de farinha de trigo

1 colher de sopa de açúcar

2 colheres de sopa de mel

1 ovo

1 colher de sopa de manteiga derretida

2 colheres de chá de fermento em pó

120 ml de leite (aproximadamente)

Misture a farinha com o açúcar e o fermento. Adicione o ovo, a manteiga e o mel e misture. Adicione o leite aos poucos, até formar um creme liso e não muito espesso.

Aqueça a chapa e coloque porções de massa. Em metade delas, coloque uma porção de doce de feijão (anko, koshi-an, tsubu-an) no centro.

Quando a outra metade sem recheio estiver dourada por baixo e quase cozida no centro, vire-as sobre a parte recheada, formando um sanduíche. Deixe um pouco mais para que as duas metades colem e terminem de cozinhar.

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Zenzai

Este é um doce que está ligado à minha infância. Ao contrário de bolos, biscoitos, chocolates, esse eu só poderia comer em casa, porque aqui no Brasil são poucos lugares que preparam, se preparam. Trata-se de uma sopa doce de feijão azuki com bolinhas de massa de arroz. É servida quente, geralmente entre as refeições (os japoneses não têm o hábito de servir sobremesas). Pode soar estranho para nós, brasileiros. Feijão doce já não é algo que nos atraia. Sopa doce também não, embora gostemos de canjica.

Para fazer é fácil. Basta deixar de molho feijão azuki por 6 horas ou mais e cozinhar até ficar macio mas sem desmanchar por completo. Adiciona-se açúcar – geralmente é bem doce, eu ando diminuindo o açúcar em geral –  cozinhar até o açúcar dissolver-se por completo e formar um caldo grosso e adicionar as bolinhas de massa de arroz mochi.

Para as bolinhas (shiratama dango), deixei de molho arroz para mochi (mochigome) por uma noite. Triturei no liquidificador com água até que eu não sentisse grânulos nessa mistura. Coei em um saco de pano e obtive uma massa branca, lisa. Ela é modelada em discos pequenos e cozida em água fervente. Gostamos de adicionar sal à massa, para dar um contraste ao doce. Quando as massinhas estiverem cozidas, sem gosto de arroz cru, é só retirar da panela e jogar em água gelada. Essa massinha tem gosto e textura parecida com o mochi. E falando em mochi, ao invés dessas bolinhas, pode-se servir com um pedaço de mochi assado também.

PS: Antigamente era muito difícil achar arroz para mochi. Costumava ser raro e caro. Como substituto usava-se uma massa de farinha de trigo. Misturava-se água quente à farinha, modelava-se bolinhas e cozinhava-se em água fervente, como nhoque. Ainda hoje há quem faça assim.

 

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