Tapioca Enrolada de Arroz

Eu gostaria de dizer que isso é Cheong Fun, massa de arroz cozida no vapor e enrolada. Mas não posso. Primeiro porque não é cozida no vapor e sim em uma frigideira retangular que uso para fazer tamagoyaki. Pensei no fato em que muita gente não tem uma panela para cozimento no vapor. Em segundo, porque muitas receitas recomendam o uso de amido de trigo, arroz glutinoso, coisas que já sei que muitos leitores não vão encontrar no supermercado.

Isso é uma adaptação. Ou seria uma reinterpretação? Enfim, para quem quiser provar o cheong fun, vai precisar ir à Liberdade. Esse dá para fazer em casa, com uma frigideira de fundo grosso. O recheio pode variar. Usei um resto de porco assado, mas poderia ter usado camarão seco re-hidratado e picado. Ou nada, servindo com um molho saboroso, amendoim picado.

150 gramas de arroz cru

450 ml de água

50 gramas de polvilho doce

40 gramas de amido de milho

1/2 colher (de sopa) de sal

Óleo para untar

Cebolinha picada

Porco assado picado ou camarão seco, hidratado, picado. Ou frango. Ou nada, nem cebolinha

Lave o arroz e deixe de molho em água fria por 4 horas. Escorra em uma peneira.

Coloque o arroz e a água em um liquidificador. Triture até que o líquido fique liso. Sinta-o entre os dedos, não haverá grumos. Adicione o polvilho, o amido e o sal e bata mais um pouco.

Unte uma frigideira com fundo grosso e leve ao fogo baixo. No caso, eu usei uma frigideira retangular, própria para tamagoyaki. Ela tem as paredes bem grossas e o formato proporciona rolinhos uniformes. Aproveite e unte também uma assadeira ou pratos que irá usar para acomodar os rolinhos já prontos. Enquanto quentes, são muito grudentos. Eu preferi misturar cebolinhas à massa, mas não é obrigatório. Ela pode ser polvilhada sobre a massa, já na frigideira.

Antes de despejar um pouco da massa na frigideira, misture bem. É que o amido tende a assentar no fundo. Espalhe a massa de maneira que fique uma camada uniforme. Cozinhe até que ela fique transparente e comece a soltar dos lados. Se for usar algum recheio, salpique sobre ela antes que endureça. Enrole com a ajuda de uma espátula.

Esses rolinhos são macios, um tanto quanto pegajosos. Caso prefira, aumente a quantidade de amido de milho e polvilho, para uma consistência mais firme.

Eu prefiro comer só com shoyu, mas é possível  preparar algum molho, picante ou não e servi-lo polvilhado com amendoim triturado ou gergelim torrado. Fica a seu critério. E eu gostei delas mesmo frias.

E, por fim, uma pequena curiosidade. Resolvi tentar fazer esses rolinhos na frigideira porque meu fogão está fora de prumo. Quando tentei pela primeira vez, na panela de vapor, a massa ficou muito mais grossa de um lado e fina demais do outro. Entre procurar calço para o fogão para nivela-lo, acabei procurando uma outra forma de cozimento.

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Semana Mesa SP 2012

Vai acontecer no começo do mês que vem, entre 5 e 9 de novembro. O tema desta vez é  “Descobrindo as Américas: Seus ingredientes e sua cultura”. Já saiu a programação do Mesa Tendências:

http://www.semanamesasp.com.br/programacao-mesa-tendencias/

E, para minha surpresa, David Chang do Momofuku irá falar sobre algo que gosto muito: miso e koji.

E aqui, a programação do Mesa ao Vivo:

http://www.semanamesasp.com.br/programacao-2/

E um gosto japonês que está ficando cada vez mais conhecido aqui e no resto do mundo com Carla Saueressig: o matcha (chá verde em pó).

Tudo isso vai acontecer no Senac Santo Amaro e maiores informações sobre inscrição, aqui:

http://www.inscricaofacil.com.br/congressos/semanamesasp12/

 

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Jornalismo Mentira

Essa veio via Gilberto Russo Junior. Há muito tempo sinto-me incomodada com coisas que leio. Mandam-me mensagens falando da menininha desaparecida, da criança que receberá uma perna mecânica caso um milhão de pessoas repassem a mensagem, sobre isso ou aquilo fazer bem ou mal à saúde, enfim, a lista é imensa. Nem vou discutir o fato de que muita gente repassa tudo que recebe sem ao menos pensar se a pessoa que recebe quer ler isso. Aliás, mandam até para quem não conhece. Pior: recebo mensagens de alguns contatos profissionais. Sim, patrão, seu funcionário usa o e-mail da empresa para mandar mensagens evangélicas para mim.

Aliás, vou já dar um recado: mensagens contendo propaganda eleitoral ou sobre religião, eu classifico como spam. Sinto, mas não vou ler. Não quero receber. Vão direto para minha pasta spam e lá ficarão, intactas.

O professor e blogueiro Fabio Flores mantem um blog chamado Bobagento. Pelo nome, dá para desconfiar que trata-se de humor. Eventualmente ele cria falsas notícias, no que ele chama “jornalismo mentira”. O problema é que essas notícias acabaram parando em jornais, revistas e tv como sendo verdade. Ouça a entrevista dele na Radio CBN:

E isso me leva a uma situação quase bizarra: estava em uma loja, minha mãe se surpreendeu com o fato de que exista farinha de berinjela. Expliquei que muita gente consome, achando que irá reduzir o colesterol. Meu erro foi dizer: Uma bela bobagem, já se sabe que isso não tem efeito nenhum. Uma mulher que, pelo emblema na camiseta, deveria ser funcionária de uma dessas empresas que comercializam “alimentos funcionais” ou coisa assim, veio contestar. Ainda bem que ela aceitou quando eu disse que havia uma pesquisa feita a respeito e nenhum efeito foi relatado. Mas voltou à carga com a linhaça. Como não li a respeito, tive que escutar sem maiores comentários.

Peço que duvidem. Duvidem da mensagem recebeu no e-mail, Facebook ou qualquer lugar. Duvide da opinião da tia do marido da prima da vizinha. Duvide também da tv, da revista, do jornal. Duvide principalmente de quem tem algo a ganhar com isso. Procure informação em fontes mais seguras: pesquisas realizadas por institutos reconhecidos, publicadas em revistas especializadas, na opinião de profissionais que estão atualizados. E no caso das crianças desaparecidas, existem páginas da própria Polícia para isso.

 

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Choco Pie ou Whopie ou Bolinho Recheado com Marshmallow

Tudo começou quando ganhei uma caixa de Choco Pie. Só que não era da Lotte. Para quem não conhece, trata-se de um doce composto de dois discos de uma massa que não é tão macia quanto um bolo, mas também não é tão dura quanto um biscoito, recheada com marshmallow, aromatizada com brandy e coberta com chocolate. Sim, é bom. No entanto, o mesmo doce fabricado por outra companhia deixa a desejar. Menos sabor, textura ruim e chocolate pior. Enfim, foi um desapontamento.

Parando um pouco para pensar, é quase um Whopie. E dá para fazer em casa. Só tem um porém: esses bolinhos têm vida curta. Podem ser assados com 2 dias de antecedência. O recheio de marshmallow tem que ser empregado na hora que é feito e o Choco Pie é melhor se comido no dia (provei, o recheio tende a ficar um pouco borrachudo com o tempo). Rende 20 unidades.

Para a massa:

100 gramas de manteiga

100 gramas de açúcar

80 gramas de ovos (cerca de 2 ovos pequenos)

2 colheres de chá de suco de limão

260 gramas de farinha de trigo

1 colher de chá (rasa) de bicarbonato de sódio

120 gramas de iogurte

60 gramas de leite

Um pouco de brandy ou conhaque

Recheio

70 gramas de claras

70 gramas de açúcar cristal

50 gramas de açúcar cristal

20 gramas de água

Baunilha (essência ou extrato) à gosto

12 gramas de gelatina em pó sem cor e sem sabor

2/3 de xícara de água fria

Cobertura:

Chocolate ao leite derretido

Primeiro prepare a massa:

Bata a manteiga com o açúcar. Adicione o ovo e bata até formar um creme. Adicione o suco de limão e bata para misturar.

Peneire a farinha com o bicarbonato. Adicione à massa e misture um pouco. Adicione o iogurte e o leite e bata até ficar homogêneo.

Coloque em um saco de confeitar com um bico redondo grande (1 cm). Esprema a massa sobre uma assadeira forrada com papel impermeável, formando bolinhos com 5 cm de diâmetro e mais ou menos 1 cm de altura. Eles crescem bem, portanto, deixe bastante espaço entre cada bolinho. Deve de render 40 bolinhos. Leve ao forno aquecido a 170 graus até dourar ligeiramente, sem queimar no fundo. Retire do forno e deixe esfriar.

Pincele cada um com um pouco de brandy ou conhaque na parte de mais plana. É só um pouco de bebida, para dar um aroma extra, não é para ficar molhado.

Para o recheio

Primeiro é melhor já deixar os bolinhos prontos e alinhados. Eu separei os pares por tamanho (alguns ficam um pouco menores ou maiores). Enfileirei em uma assadeira, um com a parte plana para cima, outro para baixo, lado a lado.

Polvilhe a gelatina sobre os 2/3 de água fria e misture. Deixe hidratar.

Bata as claras em neve. Adicione 70 gramas de açúcar e bata até formar um merengue branco, consistente.

Leve 50 gramas de açúcar ao fogo com 20 gramas de água. Ferva até que, pegando um pouco da calda morna entre os dedos indicador e polegar e abrindo-os, a calda forme um fio.

Despeje a calda quente sobre o merengue, batendo sem parar. A mistura irá crescer mais um pouco. Continue batendo até amornar um pouco.

Leve a gelatina ao microondas (ou banho-maria, como preferir) por 30 segundos ou pouco mais, até aquecer bem sem ferver. Misture bem. A gelatina deverá se dissolver completamente.

Adicione a gelatina dissolvida e ainda quente sobre o merengue. Bata mais um pouco. Continue misturando até sentir que ela engrossou ligeiramente. Coloque em um saco de confeiteiro e coloque porções de recheio no centro de cada bolinho que está com a face plana para cima. Cubra com o outro bolinho, apertando um pouco para que colem.

Para finalizar, passe em chocolate derretido e alinhe os bolinhos em uma assadeira forrada com papel impermeável. Espere que o chocolate endureça e sirva logo.

Outra opção é fazer o bolinho com chocolate. Fica mais firme, menos doce.  É a mesma receita, apenas diminua a farinha para 180 gramas e adicione 50 gramas de chocolate ou cacau em pó, que são peneirados juntos com a farinha e o bicarbonato.

Sim, pode dividir a receita ao meio e fazer apenas 10 doces com cada receita. Se sobrar marshmallow, esprema sobre uma assadeira polvilhada com amido de milho e deixe firmar. Por si só já é gostoso.

E se preferir fazer Whopies, dispense a cobertura de chocolate. No caso de whopies, o recheio pode variar: creme de manteiga, que pode receber pasta de amendoim ou pistache, por exemplo.

Sobre as diferenças dos Choco Pies comercializados por aí, tem esse texto no Yakisoba, não!

 

 

 

 

 

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Almoço no Sakagura A1

Hoje levei minha mãe ao Sakagura A1,  a nova casa do chef Shinya Koike, no horário do almoço.  Começamos com uma salada (alface, tomate, pepino, rabanete, cenoura e aspargos). 

O Kaisen Bento troca o arroz branco (goham) por arroz avinagrado (shari). E, claro, o arroz estava ótimo: cozido no ponto, eu podia sentir os grãos na boca e ácido. Fatias de peixe bem cortadas (Celso Amano estava no balcão de sushis e sashimis no salão abaixo), polvo, sardinha curtida no vinagre, era um festival marinho. No entanto – pode parecer estranho – fiquei mais impressionada com o delicado dashi do misoshiru. O aroma era suave e equilibrado. Nem vou falar sobre o quanto admiro e aprendo com o chef Shinya Koike.

A sobremesa do dia era gelatina de café com sorvete, uma boa opção para o dia quente que fazia.  Minha mãe, que não tem o hábito de comer doce, gostou muito. Para finalizar, café Illy.

As opções para almoço, a partir de R$40,00 são:

Contrafilé shogayaki. frango teriyaki, yaki sakana (o peixe pode variar, conforme a época), tempura misto, sushis  (nigiris e hosomakis), kakiage udon ou soba, champon (lamen) e yakisoba, além de uma opção do dia. Os acompanhamentos saem da cozinha ou do balcão de sushi e também podem variar, assim como o misoshiru e a sobremesa.

Assim como o Momotaro do Adriano Kanashiro, o Sakagura A1 não é um lugar que se vai obrigatoriamente para almoçar ou jantar. Há opções para o happy hour e para quem quer apenas beber e petiscar.

Bem, dizem que depois de certa idade, felicidade é comer bem. Voltei para casa feliz.

 

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Clube do Chá Dr Oetker

Recebi outro dia uma bela caixa da Dr Oetker, com 2 xícaras e chás. Ela está com uma campanha nas redes sociais chamada “Clube do Chá”. Creio que a intenção é divulgar os mais de 60 chás da marca. Quem estiver no Facebook ou Twitter e gostar de chás provavelmente irá ver algo.

Eu gosto de chá. No entanto, tenho o hábito de tomar os chás orientais e estou familiarizada com o “como” e “quando” consumir. Sim, por lá também existem chás que são tomados ao longo do dia, outros “para as visitas”, chás que são mais indicados para finalizar uma refeição e por aí vai. O chá preto por lá, faz sucesso com doces ocidentais ou gelado. Ainda estou pensando nas possibilidades desses chás com frutas. Para mim,  o caminho mais fácil seria toma-los gelados, aliás, existem muitas bebidas geladas à base de chá ou tisanas.

Conferi a composição e são uma combinação de frutas e flores, sem corantes mas com aromatizantes.

Abro um parêntese para dizer que este não é um publieditorial, ou seja, não recebi para escrever a respeito do produto. Sim, recebo e-mails de empresa oferecendo kits, mas muitas só enviam o produto se eu me comprometer a falar bem dele no blog. Também recebo convites para assistir a apresentações de produtos, como eletrodomésticos. Costumo recusar por dois motivos: não vou dirigir 50, 60 km ou mais para ver uma demonstração e porque sei que meus leitores preferem que eu escreva sobre coisas que experimentei e testei.

 

 

 

 

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Programas de Outubro

Dia 16 de outubro é o dia mundial da alimentação. Nesse dia o Instituto Slow Food São Paulo promove o primeiro seminário Slow Food. Será aberto ao público e gratuito, das 13 às 18 horas, na Câmara Municipal de São Paulo − Auditório Prestes Maia (Viaduto. Jacareí, 100 – 1º andar). Mais informações aqui:

http://www.slowfoodbrasil.com/textos/noticias-slow-food/588-i-seminario-slowfood-sp

No Sesc Bom Retiro, Banquete Surpresa. A elaboração do cardápio, dicas e orientações serão fornecidas pelo chef Paulo Machado e o cardápio terá como base a utilização de alimentos não convencionais. Das 18 às 20 hrs, gratuito. Mais informações aqui:

http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=231105

 

Aliás, o Sesc São Paulo tem uma grande programação em suas unidades. Veja aqui:

http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/busca.cfm?conjunto_id=10277

No CEAGESP, curso de culinária gratuito em parceria com o SESI, do programa Alimente-se Bem. Com 15 participantes em cada turma, as aulas ocorrerão em uma unidade móvel estacionada no lá  (Av. Dr. Gastão Vidigal, 1946, Vila Leopoldina – Portão 3 – CEAGESP ). Detalhes sobre horário e programação, aqui:

http://www.ceagesp.gov.br/comunicacao/

 

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Pão de Cebola com Cará-Moela, Quinua e Farelo de Aveia

Fui à feira com minha mãe. Enquanto ela escolhia batatas, fui comprar cebolas. Quando volto, percebo que ela também havia comprado cebolas. Eram muitas para duas pessoas.  Por outro lado, os cara-moela (ganhei os primeiros da Neide Rigo, dos mesmos que ela comenta aqui: http://come-se.blogspot.com.br/2012/09/cara-moela-coluna-do-paladar-4.html ), estavam brotando. Uns foram plantados e outros foram para a panela.

Nem é uma receita nova e sim uma receita velha que vivo mexendo. É a receita de pão de mandioca, que pode virar pão de kabocha, pão de inhame, pão de batata. Como tinha um pouco de quinua e farelo de aveia, acabei aproveitando também. Adicionei cebolas refogadas e o pão ficou macio, com um cheiro bom de refogado e com um pouco mais de fibras e nutrientes. A receita ficou assim:

1/2 quilo de cará-moela cozido e amassado (se não encontrar, use mandioca, batata, cará comum, inhame ou tarô, por exemplo)

1 xícara de água morna

1 xícara de leite

3 ovos

100 gramas de manteiga ou margarina

2 tabletes de fermento de pão ou 2 colheres de fermento granulado

4 colheres de açúcar

1 colher de sobremesa de sal

50 gramas de quinua em flocos

100 gramas de farelo de aveia

Farinha o quanto baste

400 gramas de cebolas picadas e refogadas em um pouco de óleo, com um pouco de sal, até ficarem macias

Como usei fermento fresco, desmanchei-o em um pouco de água morna e farinha e deixei de lado por uns 10 minutos.

Misturei o cará cozido e amassado e ainda morno com açúcar, a água, a manteiga, a farinha de quinua, o farelo de aveia e um pouco de farinha. Adicionei os ovos, o fermento, mais farinha e fui amassando. Por fim o sal e farinha suficiente para que a massa ficasse macia, um pouco grudenta. Deixei descansar até crescer.

Adicionei a cebola refogada. A massa vai ficar mole. Peguei porções de massa, trabalhei um pouco em uma superfície bem enfarinhada e dividi em bolinhas. Coloquei-as em assadeiras forradas com papel impermeável (ou use assadeiras untadas e enfarinhadas). Deixei crescer.

Levei ao forno pré-aquecido bem quente. São pães pequenos, vão assar rápido e costumo assar em forno alto para que não fiquem secos. No caso, antes de ir ao forno cobri com queijo mussarela (muçarela) passada no ralo grosso. Poderia ser queijo prato ou outro queijo que derreta. Poderia ter simplesmente pincelado gema batida.

Rende muitos pães (uns 40). Pode coloca-los em um saco plástico que feche bem e congelar.

 

 

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Chun Bing e O Não-Pato de Pequim

Bem, vamos e convenhamos, pato de Pequim não é um prato fácil de fazer. E nem todo mundo tem como encomendar um. Nem por isso vou deixar de comer essas panquecas finas, maleáveis e que vão bem com quase qualquer coisa. E eu não estou inventando nada, não. Já vi essas panquecas serem servidas com outras coisas que não eram pato.

Misture 200 gramas de farinha com 160 ml de água fervente. Ainda quente amasse um pouco até conseguir formar uma bola. Divida em porções e deixe esfriar.

Depois de fria, amasse tudo por uns 10 minutos em uma superfície untada com óleo. A massa terá uma textura parecida com a de risoles ou coxinha. Faça um rolo e divida em 18 porções. Enrole em formato de bolinhas.

Pegue uma bolinha de massa, achate-a ligeiramente e passe em óleo frio. É para ficar bem untada mesmo.

Coloque sobre outra porção de massa também achatada. Abra com um rolo com cuidado, de maneira a obter um disco de espessura uniforme.

O resultado será um disco com cerca de 18 cm de diâmetro.

Asse o disco em uma chapa quente, sem unta. Quando formarem bolhas. vire e deixe até que fique com algumas pintas douradas.

Com cuidado, separe as duas folhas ainda quentes. Serão duas panquecas bem finas, quase transparentes. Repita o processo com as demais porções de massa, empilhando as panquecas e mantendo-as cobertas.

Elas podem ser comidas logo em seguida ou guardadas por um dia ou dois, em embalagem bem fechada. Na hora de comer, aqueça-as no vapor (colocando-as sobre uma peneira sobre a boca de uma panela com água fervendo ou numa panela de cozimento ao vapor). Não tampe, o excesso de umidade vai encharcar as panquecas.

Eu comi com tiras de frango dourado na chapa, molho hoisin e molho de pimenta, tiras de pimentão refogado. Poderia ter feito também broto de feijão (moyashi refogado), mas não tinha em casa. Outro recheio – e não estou inventando nada – é nira (alho japonês, vegetal que parece com a cebolinha, mas as folhas são chatas) refogada com ovos mexidos. É só refogar o nirá cortado em pedaços de 3 cm de comprimento, quebrar uns ovos em cima e misturar e deixar no fogo até os ovos firmarem.  Ou outra coisa que gostar. Porque não um pedaço de porco assado?

Para comer, é só colocar um pouco do que quiser no centro, dobrar a parte de baixo formando um fundo e depois dobra as laterais, formando um pacotinho.

Essa receita alimenta 2 a 3 pessoas. Com uma sopinha – como a do Foo (http://marisaono.com/delicia/?p=2073) – temperada com um pouco de cebolinha e óleo de gergelim, uma saladinha e um chá, vira uma refeição completa. E acho que pode funcionar bem em uma reunião em casa. Basta oferecer diferentes recheios em tigelinhas para cada um e uma pilha de panquecas.

 

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Tofu Rare Cheese Cake Diet

Bem, acho que todo mundo já fez um tofu cheese cake. Agora posso dar a minha versão. Para quem me acompanha no Facebook, sabe que estou de dieta. Não deixei de comer nada, mas estou reduzindo porções e procurando fazer refeições mais leves. Nesse caso, cortei todo açúcar. Esse cheese cake não é assado, trata-se de um fundo de biscoito coberto com um creme, quase uma mousse. Vai precisar de um processador de alimentos.

180 gramas de leite em pó

15 gramas de manteiga ou margarina

4 colheres de sopa bem cheias de adoçante culinário (substituto do açúcar, em volume)

150 ml de água quente

Bata tudo no mixer ou liquidificador. Vai resultar em um creme grosso. Deixe descansando na geladeira por algumas horas. Não usei tudo. O resto, diluí em um pouco mais de água e usei para consumir com frutas, gelatina diet, etc. É um substituto para o leite condensado.

140 gramas de biscoito diet

25 gramas de manteiga ou margarina sem sal, derretida

300 gramas de tofu firme

150 gramas do creme feito com  leite em pó (acima)

100 ml de creme de leite fresco

4 a 6 colheres de sopa de suco de limão

1 colher de chá de extrato de baunilha

Adoçante à gosto

Triture o biscoito com a manteiga derretida. Coloque no fundo de uma forma, formando uma camada fina. Usei um, com divisões, de 22 por 14 cm. Pode fazer porções individuais em potinhos, por exemplo.

Bata no processador o tofu, o creme feito com leite em pó, o creme de leite e a baunilha. Adicione o suco de limão. Dependendo do tipo de limão – mais ou menos ácido – use mais ou menos suco. Bata mais um pouco.

Confira o sabor. Adicione adoçante à gosto. Lembre-se, no entanto, que adoçantes têm um limite de “saturação”. Muito adoçante vai dar um gosto estranho e até mesmo um sabor amargo. O creme será bem firme, que não cai da colher com facilidade.

Despeje o creme sobre o biscoito triturado. Leve à geladeira para firmar, por 6 horas ou mais. Quanto mais tempo ficar na geladeira, mais firme ficará. Se quiser, sirva com um pouco de geleia ou uma calda diet.

Como muitas sobremesas feitas com adoçante, não é conveniente manter na geladeira por muitos dias, consuma em 2 ou 3 dias, no máximo. Além disso, o tofu também não se conserva muito bem por longos períodos.

E esta é a receita número 500 do blog.

 

 

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