Medicina Preventiva

Você faz exames periódicos? Submete-se a um check-up anual? Sabe a quantas anda o seu colesterol? Tem um médico com o qual pode conversar e tirar dúvidas?

Eu confio em alguns profissionais. Dra Alice Ito tem cuidado da minha saúde. Recentemente, ela indicou a Dra Divina Seila de Oliveira, para conferir o estado do meu coração. Não, não sou hipocondríaca. Aliás, posso dizer que nunca fiquei muito doente. Mas como meu pai e minha irmã tiveram problemas coronários, tenho boas chances de também vir a sofrer de algum mal desse tipo.

Há mais de um ano, Dra Alice solicitou um exame para a minha mãe. O resultado confirmou a existência de um aneurisma na aorta abdominal. Muitos exames foram feitos, depois e, enfim, a cirurgia, realizada pelo Dr Rogerio Sakuma. Depois disso é que soubemos o quanto os aneurismas são comuns – alguns conhecidos também foram submetidos à cirurgia similar.  Um, infelizmente, faleceu. Poucos pacientes sobrevivem à uma ruptura. E, o pior de tudo é que, para muitos, o aneurisma se desenvolve apresentar sintomas. Assim como o aneurismas, existem várias doenças que não apresentam sintomas. E em quase todos os casos, quanto antes diagnosticados, melhor.

Alguns dizem que têm medo de ir ao médico. Outros chegam a dizer que é melhor não ir, que é procurar cabelo em ovo. Eu prefiro saber o que tenho, o que não tenho e o que posso vir a ter. A Medicina evoluiu muito desde os tempos do primeiro enfarte do meu pai. Não que exista pílula mágica para tudo.  No entanto, hoje, várias doenças deixaram de ser fatais. Em alguns casos, não há cura, ainda, mas ao menos, podemos contar com um melhor qualidade de vida.

Pense a respeito disso. O seu melhor amigo é você mesmo. Cuide-se e procure um médico em quem possa confiar. Não se acanhe em trocar de profissional.  Eu não procuro os médicos para um diagnóstico e, sim, muitas e muitas vezes, para tirar minhas dúvidas.

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Muffins de Uva

Muffins de Uva

A idéia veio dos muffins de blueberry. Mexi tanto na receita, que virou outra. Usei uvas pretas Kyoho, peladas, sem sementes, cortadas em quatro. Mas creio que a receita funcionaria com banana, manga, abacaxi, amoras, framboesas ou até mesmo morango. Seria uma questão de experimentar. As uvas deixaram a massa com manchas avermelhadas. Apesar de preferir manteiga, usei óleo nessa receita, porque estou ainda preocupada com a minha taxa de colesterol…

2 xícaras de farinha de trigo

3 colheres de chá de fermento em pó

3/4 de xícara de açúcar

1 pitada de sal

2 ovos

2/3 de xícara de óleo neutro

1 xícara de leite

1 1/2 a 2 xícaras de uvas

Coloque a farinha, o fermento, o sal e açúcar em uma tigela. Junte o óleo, os ovos e misture levemente, juntando o leite em duas adições. Não bata nem misture demais. A massa fica carocenta, mesmo.

Distribua em 18 forminhas de muffins (encha-as até a metade, mais ou menos) e distribua pedaços de uvas. Afunde-as um pouco na massa. Leve ao forno quente, pré-aquecido, até assar (pegam pouca cor em cima, confira o fundo).

Sirva morno ou frio.


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Takikomi Goham

Takikomi Goham

Fiz novamente esse prato, que publiquei no ano passado. Desta vez, usei 2 filezinhos de frango (sasami), um punhadinho de konnyaku (gelatina feita a partir de um tubérculo), broto de bambu, bardana e ervilhas frescas. É um prato equilibrado, leve, satisfatório. Cai nesse tempo frio, junto com um caldo ou misoshiru e umas fatias de gengibre em conserva.

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Kare

Kare

Só hoje me dei conta que ainda não publiquei nenhuma receita de kare. Os primeiros currys datam de 1872. Era quase uma sopa, de cor amarela. O tempo passou e o curry virou kare, mais espesso, escuro, adocicado, que pouco lembra o curry indiano. A paixão do japonês pelo curry é tão grande que existe até um museu, em Yokohama, o Curry Museum. É um dos pratos mais populares do país e estima-se que o japonês coma-o uma vez por semana, ao menos. Não é um prato bonito. Existem inúmeras receitas, que vão do kare suave ao insuportavelmente forte. Esta aqui é só mais uma, entre tantas.

Receita para 2 a 3 pessoas

120 gramas de carne bovina cortada em tirinhas ou cubinhos

2 cebolas médias picadas ou fatiadas finamente

2 colheres de sopa de manteiga

2 dentes de alho

1 colher de chá de gengibre ralado

1 talo de salsão fatiado finamente

1 pitada de tomilho

1 colher de sopa de purê de tomate

1 colher de sopa de shoyu

2 colheres de sake

1/2 cenoura média, picada em cubos pequenos

1 batata média, picada em cubos um pouco maiores

2 colheres de sopade farinha de trigo

2 colheres de sopa de curry em pó (a quantidade varia de marca para marca; a que usei, da Sun, é muito suave)

Leve as cebolas e 1 colher de sopa de manteiga ao fogo. Deixe que refoguem lentamente, até ganhar uma cor amarronzada. Mexa e tome cuidado para não queimar e amargar. Retire da panela. Acrescente um pouco de óleo e refogue a carne, até dourar bem. Junte o alho, o gengibre, o tomilho e o salsão e refogue, sem queimar. Junte água até cobrir e cozinhe até amaciar a carne.

Junte as cenouras. Deixe ferver. Adicione o sake e as batatas (o sake ajuda a impedir que as batatas se desfaçam). Adicione as cebolas e o purê de tomate. Deixe cozinhar em fogo brando.

Enquanto isso, derreta a segunda colher de manteiga em uma frigideira anti-aderente. Junte as duas colheres de farinha e misture, até dourar ligeiramente. Junte o curry e mexa. Retire do fogo.

Kare Roux

Quando as batatas estiverem cozidas, junte a mistura de farinha aos poucos, mexendo. Espere engrossar e, se necessário, vá juntando mais, até formar um molho espesso. A quantidade vai variar conforme o volume de água.

Junte o shoyu, deixe ferver por uns instantes e sirva

Obs: Eu costumo variar e acrescentar 1 folha de louro e/ou: anis estrelado, fennel grego, canela, pimenta vermelha, coentro em pó, cominho em pó, cardamomo e até maçã ralada.

Também costumo acrescentar ervilhas verdes ou vagem ou grãos de soja verde. Posso substituir a carne de boi por frango ou porco, aumentar a quantidade deste (se quero um kare mais rico) ou até mesmo fazer uma versão vegetariana. Acompanha arroz, salada e alguns gostam de come-lo com picles de cebolinha branca, uma colherada de iogurte e pimenta à parte.

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Mottainai

Não há tradução para essa expressão japonesa. Mottainai expressa o senso de arrepedimento quando alguma coisa foi jogada fora e seu real valor ignorado. Eu diria que, mais que uma palavra, mottainai é um conceito. Infelizmente, nos tempos em que vivemos, nem sempre damos conta do quanto disperdiçamos e do valor daquilo que jogamos fora.

Hoje  haverá uma palestra sobre o Mottainai às 19h, no Auditório 9 do Anhembi, em São Paulo, como parte da programação do Centenário da Imigração Japonesa.

Mais sobre  a semana do Centenário:

http://www.centenario2008.org.br/semana

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English Muffin

English Muffin - Assado

Confesso que não tenho certeza se posso chamar esse pão de English Muffin. Mas era com esse nome que eu comprava, quando morava no Japão. É um pão redondo, achatado, com a casca fina, miolo firme, um pouco pegajoso. Eu gostava de comê-los no café da manhã, levemente tostados, com manteiga ou com ovos mexidos.

240 gramas de farinha de trigo

20 gramas de fubá

1 1/2 colher de sopa de açúcar

2/3 de colher de chá de sal

20 gramas de manteiga

170 ml de água

2 colheres de chá de fermento granulado

Fubá para polvilhar

Misture a farinha, o fubá, açúcar e sal. Faça uma cova, coloque o fermento granulado, a água e a manteiga derretida. Amasse ou bata na batedeira, com gancho próprio, até formar uma massa macia e elástica. Ela fica um tanto quanto pegajosa.

Forme uma bola e deixe descansar até dobrar de volume.

English Muffin - Boleado

Divida em 6 porções iguais e deixe descansar por 10 minutos.

English Muffin - Formas

Unte e polvilhe com fubá 6 formas redondas e rasas.

English Muffin - Modelado

Achate cada bola de massa e coloque nas forminhas. Deixe crescer. Polvilhe com mais fubá e cubra com uma folha de papel manteiga. Cubra com outra assadeira – para que os pães permaneçam achatados. Leve ao forno pré-aquecido, quente, até dourar ligeiramente.

Ao tirar do forno, desenforme e perfure cada uma com um garfo nas laterais. O muffin não é aberto com uma faca. Use um garfo para abri-lo, antes de comer.

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Yakimeshi

Yakimeshi

Já falei sobre esse prato popular há algum tempo. Estive há umas semanas em um restaurante e vi que é um dos mais pedidos pelos clientes. No entanto, não é difícil de se fazer em casa. Enquanto que no Japão utilizam, na grande maioria das vezes, o arroz curto, por aqui costumam usar o agulhinha – mais barato, firme e fica bem mais soltinho. No restaurante, cozinhavam no vapor, em grandes quantidades. Em casa, a opção mais prática é cozinhar o arroz como quem cozinha macarrão: Em muita água salgada, até ficar no ponto. Escorrer bem e empregar. Se não for usar imediatamente, vale passar por água fria e escorrer.

No mais, é só refogar legumes da sua preferência. Neste, usei apenas cenoura e pimentão. No caso do camarão, passei por caldo fervente por instantes e depois, água gelada. Asssim na hora de refoga-lo, solta bem menos água. Poderia ter usado presunto picado (se bem que os restaurantes costumam usar apresuntado).

Depois dos legumes, despejei óleo na frigideira, quebrei um ovo e, antes que ele se solidificasse, despejei o arroz. Depois é só refogar, usando o mínimo a espátula. Prefiro ir sacudindo a frigideira e salteando (exige um pouco de prática para tombar o arroz; é um movimento para frente e para cima, curto e rápido). Juntei os legumes, o camarão, um fio de shoyu, sal e finalizei com cebolinha picada e umas gotas de óleo de gergelim.

Para melhores resultados, sempre faço quantidades pequenas de cada vez, já que não tenho um fogão com chama muito forte nem frigideira ou wok de tamanho compatível. Frigideiras de bordas altas e anti-aderentes funcionam muito bem.

Outra receita de Yakimeshi, com alface:

http://marisaono.com/delicia/?p=1565

E uma receita feita com sobras de arroz:

http://marisaono.com/delicia/?p=184

 

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Daikon

Momiji Oroshi

Os japoneses veneram o nabo. Dizem que não há o que jogar fora do nabo. As folhas e talos são picados (bem, quando as folhas estão muito duras, só o talo é aproveitado), salgados e viram tsukemonos. A parte externa da raiz é retirada, cortada em tiras finas e refogada. O resto pode ser cozido, fatiado, ralado. Aqui no Brasil, a melhor época para consumi-los é agora. Estão menos picantes e mais macios.

De tantas maneiras, uma das minhas favoritas é, talvez, a mais simples: o daikon oroshi. Nada mais é que nabo ralado. Ele acompanha bem tempuras, peixes gordos grelhados, fatias de carne na chapa e até massas como o soba. Basta pegar uma pequena porção, mistura-la ao molho que acompanha o prato (seja tsuyu, ten-tsuyu, shoyu, molho para yakiniku, etc) e molhar a porção nesse molho. Dizem que o nabo ajuda à digestão. Deve ser, porque acabo comendo mais…

O importante é rala-lo praticamente na hora de consumi-lo. Muito do sabor se vai com o tempo. Alguns preferem o momiji oroshi, que é o nabo ralado com pimenta, que ganha uma coloração avermelhada, que lembra as folhas de momiji (bordo japonês) que ganham cor alaranjada e vermelha no outono.

A foto acima é do site do Rakuten

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Amanato

Amanato

Eu já comentei sobre essa receita aqui.  Amanato pode ser feito com feijões ou favas. O processo é demorado, mas resulta em um doce que lembra, para muitos, castanhas. Desta vez, usei favas manteiga e, depois de pronto, escorri, apurei a calda, esperei esfriar, despejei sobre os grãos, escorri o excesso e passei por açúcar cristal. Espalhei sobre uma assadeira e deixei secar ao sol.

Formou-se uma crosta açucarada e o interior continuou úmido, com uma consistência de jujuba.  É uma delícia, acompanhado de chá.

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Cookie de Chocolate – Passo a Passo

Cookie de Chocolate

Eu já fiz esse biscoito e apresentei a receita neste blog. Mas fiz novamente, resolvi tirar fotos (melhores).

Cookies

2 ovos
1 xícara de manteiga
1 xícara de açúcar
2 1/2 xícara de farinha de trigo
1 colher de chá de fermento em pó
Baunilha
100 gramas de chocolate picado
100 gramas de amêndoas ou nozes picadas (ou 200 gramas de chocolate picado).

Bata a manteiga com o açúcar e junte os ovos, um a um, batendo sempre. Junte a baunilha. Misture.

Junte a farinha, o fermento e misture.

Cookie de chocolate - Massa

Junte o chocolate e as amêndoas. A massa fica macia, pegajosa.
Leve à geladeira por duas horas (ela vai ficar mais firme e mais fácil de modelar; no entanto, pode ser distribuída em colheradas, sem descanso, em dias de tempo mais ameno).

Cookie de Chocolate - Porções

Com a ajuda de uma colher de sobremesa, faça pequenas porções, espaçando bem, porque crescem bastante ao assar.

Cookie de Chocolate - Modelando

Com os dedos, achate um pouco (passe os dedos em um pouco de açúcar cristal ou farinha para não gruda na massa, ou use o fundo de um copo passado no açúcar) .
Leve ao forno e asse até dourar ligeiramente. Confira o fundo, que deve estar bem dourado, sem queimar.  Os biscoitos ficam mais firmes depois de frios.

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