Comida de Izakaya

Pelo visto, os paulistas descobriram os izakayas da Liberdade. Creio que não vai demorar muito para pipocarem bares “japoneses” ou de inspiração nipônica.

Para quem quiser transformar a própria casa em um bar, aqui vão minhas sugestões, já publicadas:

Oden – Vegetais, algas, produtos à base de massa de peixe ou queijo de soja cozidos lentamente.

Okonomiyaki – Panquecão com repolho, porco e molho agridoce. Melhor quando feito à mesa, com uma chapa elétrica.

Sunomono ou Salada de Pepino, Harusame e Wakame.

Salada de Mizuna e Bardana Crocante.

Tchawan-mushi – Flan salgado, servido quente

Asazuke de Rabanete – Conservinha agridoce rápida com rabanetes

Gyoza – Pastéis de origem chinesa, recheados com carne e repolho.

Kama – Porção do atum geralmente desprezada; assada, é uma iguaria.

Iwashi no Suzuke – Sardinhas marinadas.

Edamame – Soja verde cozida; costuma aparecer no verão. Se não me engano, vi na Liberdade, congelada.

Yakinasu – Beringelas assadas sobre o carvão. Simples assim.

Horenso no Goma Ae – Espinafre japonês escaldado com molho saboroso de gergelim.

Takoyaki – Bolinhos com polvo. Exige uma forma própria.

Tori no Karaage – Bocados de frango frito

Shioga Gari – Conserva de gengibre novo, para limpar o paladar entre os bocados

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Partindo Macadâmias

Este é um post que acho uma grande bobagem, mas vai que alguém tenha encontrado macadâmias no supermercado ou na feira, se entusiasmado, levado as nozes para casa e agora esteja tentando descobrir como parti-las.  Essa fruta, originária da Austrália, tem uma das cascas mais duras (ou talvez a mais dura) de todas as castanhas.

O primeiro passo é encontrar uma superfície dura e arrumar um martelo. A não ser que odeie sua mesa, não tente partir as cascas sobre ela. É melhor fazer isso sobre uma pedra, um paralelepípedo ou coisa parecida.

Procure um fino veio, que vai de um extremo a outro do caroço. Nem sempre ele é muito visível. Costuma ser o ponto mais frágil. Bata sobre ele.

Uma pancada costuma bastar, dependendo da força.

Creio que com uma morsa também seria possível partir a macadâmia. Mas creio que não é todo mundo que tem uma morsa em casa. Uma vez vi uma tábua grossa, com um buraco pouco mais raso que essas nozes. O buraco impediria dela escapar, escorregar, rolar, enfim, e a tarefa de martelar ficaria bem mais fácil.

E qual a vantagem de comprar macadâmias com casca? Bem, como a maioria das nozes, elas possuem uma quantidade muito grande de gordura. Exposta ao ar, elas rançam com facilidade. O sabor delas recém-quebradas é bem melhor.

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Algumas Penas

Nesta época do ano temos muitas aves, provavelmente migratórias. Alguns periquitos andam se fartando das sementes da paineira em frente de casa. Ficam de ponta-cabeça e quebram a casca do fruto, desprezando o “algodão” e escolhendo as sementes.

Provavelmente sabem que estão seguros lá no alto. Não se importam muito conosco, nem com os barulhos que fazemos.

Este meteu-se em uma enrascada na beira da represa. Salvo, estava nervosinho. Voltou à liberdade depois que constatamos que estava bem, só um pouco cansado. Confesso minha ignorância. Não sei como é conhecido, nem à que família pertence.

Outras aves são mais ariscas e não colaboram muito na hora das fotos. Assim que conseguir umas boas, publico.

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Que Fruta É Essa?

Encontrei na feira, vendida em galhos ou bandejas. Quem me vendeu, não soube dizer muita coisa além de que vinha de uma árvore com mais de 15 metros de altura. Minha mãe já conhecia, mas também não sabe o nome.

Retorcido, avermelhado por fora, amarelo por dentro. Na boca, é crocante e muito doce. Essa doçura me lembrou a tâmara. Sem cheiro forte, com um gosto que lembrou um pouco o caqui ou sapoti. No fim, revela-se bem fibroso. A semente, pequena, do tamanho de uma pimenta-do-reino, fica pendurada nas extremidades.

Enfim, é uma fruta (se é que posso chamar de fruta, creio mais que estou comendo o talo da fruta em si) bem exótica. E eu não sei o nome. Quem souber, por favor, me diga.

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Coluna Arte e Técnica por Alex Atala

Já leram a coluna do Alex Atala na Prazeres da Mesa deste mês?

No finalzinho da coluna ele conta uma história divertida, sobre uma “senhora simpática”.

Ele não sabe que esta senhora, de quase 45 anos, ri muito quando fica nervosa…

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Cozinha Regional Japonesa

Ganhei o livro Cozinha Regional Japonesa, de Shizuko Yasumoto (Editora Kojiro). Além de receitas, um pouco de História e curiosidades das 47 províncias japonesas. Eu me surpreendi em ver a receita de uma panquequinha que meu pai fazia, muito simples, à base de farinha e água.

É um livro ótimo para ler, consultar e presentear.

O livro pode ser comprado em livrarias e alguns restaurantes da Liberdade. Também pode ser comprado:

Kenren (Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil)

Editora Kojiro
Gráfica Paulo´s
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Eventos e Festivais

No dia 26/06 será realizado o Sukiyaki do Bem 2010, no Grand Hyatt São Paulo (Av Nações Unidas 13.301), com a presença dos Chefs Adriano Kanashiro, Shinya Koike, Laurent Grolleau e Erika Okazaki.

Mais informações no site:

http://www.sukiyakidobem.com.br/telas/sukiyaki-do-bem.html

O terceiro Japan Lapa Festival vai ser realizado nos dias 26 e 27 de junho no Anhanguera Nikkei Clube. Além da programação cultural, pratos típicos serão comercializados no local.

Anhanguera Nikkei Clube – Rua Tenente Landy 410 – Lapa – SP

Dia 27 /06: Das 12 às 20 hs.

Dia 28/06 – das 10 às 18 hs

E, por fim, o Tanabata Matsuri será realizado no bairro da Liberdade, nos dias 10 e 11 de julho.

Mais informações aqui:

http://www.tanabata.com.br/conteudo/festival.php


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Egg Tart (Ou Tortinhas de Ovos)

Este é um docinho que chegou ao Japão vindo da China. Mas não parece um doce português?  E tem, de fato, sua origem em Portugal, passou por Macau e foi parar no continente chinês. Acabou com menos ovos no recheio, um pouco de corante vegetal amarelo, não tão doce.  Alguns são feitos com massa de torta, outros com massa folhada. Alguns são polvilhados com açúcar, outros recebem um pouco de amido de milho no creme. Enfim, acho que vocês já entenderam: existem várias versões. Esta é a minha, baseada no que comi.

Para a massa, fiz a receita da massa folhada “truqueira”. Só que usei 300 gramas de farinha, 300 de manteiga e 150 ml de água com sal e um pouco de vinagre. Ou use massa folhada comprada pronta.

Para o recheio:

4 ovos

Açúcar à gosto (usei 150 gramas, acho que poderia ter colocado um pouco mais, aqui no Brasil gostamos do doce mais doce)

300 ml de leite

300 ml de creme de leite

Baunilha

Corante para alimentos amarelo

Feita a massa, enrolei como um rocambole, em um rolo um pouco maior que o fundo das forminhas que eu pretendia usar.

Cortei o rolo em fatias com cerca de 1,5 cm e coloquei no fundo da formina, que não precisa ser untada.

Partindo do centro, fui esticando a massa em direção das bordas da forminha, usando o polegar, até formar uma casca fina e passar um pouco da borda.

Para o recheio, bati os ovos com o açúcar, mas sem formar bolhas. Juntei o leite e o creme de leite, misturiei e acrescentei baunilha e o corante amarelo (no caso, em pó, diluído em umas gotas de água).

Enchi as forminhas e levei para assar em forno quente, pré-aquecido, até dourar. Eles estufam, mas depois de frios, murcham.

Eu prefiro comê-los frios, mas não gelados.

PS: se quiser cortar algumas calorias e gordura, acho que pode usar apenas leite e adoçante.

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Fispal – Alimentos

Quanto aos produtos alimentícios, confesso que fiquei entusiasmada em saber que já estão comercializando a farinha italiana no Brasil. São farinhas próprias para pão, pizza ou pasta. Será que alguma dessas farinhas importadas funcionaria em um udon ou lamen?

Uma curiosidade da feira foi a batata soufle. Alguém já tentou fazê-la em casa? Eu já. É preciso que ela esteja na espessura certa, seja pré-frita até um ponto X e depois frita em óleo quente, para estufar. Muito trabalho e algumas batatas perdidas.

Uma empresa chamada Flamingo Company trouxe doces divinos, delicadíssimos, pastas de grão-de-bico e de beringela e uma série de produtos do Oriente Médio. Amei os doces.

O Japão trouxe atum em lata, refrescos, energéticos, águas saborizadas…

Muita coisa com wasabi..

E muitos biscoitos (doces e salgados) feitos de arroz.

A Aromitalia apresentou, além de pastas e produtos para gelaterias, preparados para tiramissu e mousses, que poderiam ser servidas frias ou congeladas.

A Monin, marca conhecida por seus xaropes para bebidas, lançou preparado para frozen chocolate, chocolate quente cremoso e produtos diet.

E o que vi mais? Muito iogurte. O próximo verão vai ter iogurte de tudo quanto é jeito: em sorvete, sorvete do tipo soft (que a gente chama por aqui de “italianinho”), congelada em granizadoras. Iogurte azedinho (do jeito que eu gosto), médio ou quase sem acidez. Com frutas, com calda, em copos, em casquinhas. Enfim, para quem gosta de iogurte, vai ser o verão perfeito. No entanto, para quem é intolerante à lactose, aviso que esses produtos costumam conter leite na composição.

É possível que algumas sorveterias invistam no sorvete à base de leite de soja e diet. Café vai continuar forte, mas será que o café gelado vai pegar? Eu gosto de frapê de café, embora não goste da maioria das sobremesas com essa bebida. Mas sei que a muitos brasileiros não aceitam café que não seja pelando de quente.

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Lamen Kazu

Pausa para comer, que ninguém é de ferro. Apesar de ter passado o dia todo em uma feira de produtos e equipamentos, eu estava com frio e fome às oito da noite. Eu e LP fomos no Lamen Kazu (Rua Thomaz Gonzaga, 51 – Liberdade). Nunca tinha ido à Liberdade à noite. Estranhei um pouco as ruas vazias. No entanto, adorei poder entrar em um restaurante sem enfrentar fila.

Pedimos o Shoyu Tyashu (com molho de soja, 4 fatias de carne de porco, cebolinha, gergelim torrado, menma, nori,  e wakame).  O caldo fumegante, o porco suculento e o mais importante: massa firme. Comi fazendo barulho e terminei tomando quase todo o caldo. Não sei quais são os frequentadores no final de semana, mas havia muitos japoneses ou descendentes na segunda-feira à noite.

Gostei e voltaria para experimentar o Shio Yasai.

Com uma porção de gyoza e 2 cocas, ficou tudo em R$61,00.

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