Aspargus Maki

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Viver em uma propriedade rural tem suas vantagens. Minha mãe, que adora plantar de quase tudo, criou uma bela horta e estamos começando a colher aspargos, um luxo!

Esses enroladinhos de aspargos eu encontrava em bares e fazia em casa, tanto para o jantar, como para colocar no meu “obento” (marmita, que eu levava diariamente de casa, para comer no trabalho).  É muito fácil e rápido, se você tiver à mão carne fatiada. Não chega a ser uma receita, aí vão as instruções.

Você vai precisar de carne fatiada, que pode ser de porco ou vaca. Uma opção é levar um bloco de carne ao congelador e cortá-la quando estiver quase congelada (bem firme, mas não empedrada). Outra opção é fatiá-la em um fatiador de frios (para mim, a melhor opção). E por fim, convencer um açougueiro a fazer isso para você. 

Limpe e corte os aspargos. Eu uso um descascador de legumes para retirar a parte mais fibrosa da base deles.

Enrole cada pedaço de aspargo em uma fatia de carne. Dê apenas umas 2 ou 3 voltas. Não é preciso espetar com um palito.

Acomode os rolinhos em uma frigideira levemente untada e leve ao fogo. Deixe dourar de um lado e vire. Só vire quando estiver dourado, para que a carne fique firme e não desenrole.

Tempere com sal e pimenta. Na hora de tirar do fogo, espremi meio limão.

Outra opção seria acrescentar, no final do preparo, um pouco shoyu, sake e mirim e fazer um teriyaki.

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Bolo de Chocolate “Sintético”

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Fiquei com vontade de comer bolo de chocolate. No entanto, a manteiga estava no congelador, meu microondas está quebrado e não tenho chocolate em barra em casa. Ótimo, vamos improvisar. Descartei a receita de bolo Nega Maluca, que por um motivo obscuro, detesto. Resolvi partir de ingredientes considerados “trash” – achocolatado extra-doce e óleo vegetal – para fazer algo que adoçasse minha boca. Para melhorar um pouco a textura, adicionei liga neutra (é, aquela que se usa para fazer sorvete; contém goma guar ou xantana). O resultado? Para minha surpresa, ficou bom (não ficou ótimo, excepcional, maravilhoso, só bom). Classifiquei como “Cozinha do Desespero” porque, de fato, foi um ato desesperado.

4 ovos

150 ml de óleo vegetal

100 gramas de açúcar

100 gramas de achocolatado

10 gramas de liga neutra (lembrando que a marca que usei recomenda 20 gramas para cada litro de sorvete)

50 ml de água

60 gramas de farinha de trigo

10 gramas de amido de milho

2 gramas de fermento em pó químico

Castanhas-do-Pará picadas (opcional)

Bata os ovos com o açúcar até espumarem. Vá adicionando o óleo aos poucos. Junte a liga neutra, a água e o achocolatado e bata mais um pouco. Adicione a farinha, o amido e o fermento e bata para mais um pouco, para misturar. Misture as castanhas picadas, se fo usar.

Despeje em uma assadeira pequena, retangular, forrada com pappel manteiga ou untada.

Forno pré-aquecido, temperatura moderada, até assar

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Chicken Doria

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Sempre achei que “doria” seria um prato de origem européia. O fato é que nunca parei para pensar muito nisso quando estava diante do menu de algum restaurante para lá de popular, como o Denny’s, o Gusto ou Sawayakaya (eu frequentava esses restaurantes por dois motivos: ficavam abertos até tarde ou sequer fechavam e eu tinha um horário de trabalho bem inconveniente). Mas, pelo que andei pesquisando, ele é um prato japonês, de inspiração ocidental, como o omuraisu. Trata-se de um arroz puxado na manteiga, coberto com um refogado que pode ser de frango, frutos do mar ou vegetais e uma generosa camada de molho branco e queijo ralado. É levado ao forno para gratinar e sempre vi servido em porções individuais.

3 xícaras de arroz cozido

1 colher de sopa de manteiga

1/2 sobrecoxa de frango, picada em cubinhos

1 ovo cozido, picado

1 cebola pequena, cortada em cubinhos

Óleo, sal e pimenta

Molho branco

Queijo ralado

Aqueça o arroz em uma frigideira com a manteiga. Salgue levemente. Divida em 2 refratários pequenos.

Refogue a cebola picada. Acrescente o frango. Refogue até que ele fique cozido. Tempere com sal e pimenta. Se quiser, acrescente cogumelos, ervilhas ou aspargos.

Distribua sobre o arroz. Acrescente pedaços de ovo cozido. Cubra tudo com molho branco não muito espêsso. Polvilhe queijo ralado e leve ao forno quente até corar bem.  Sirva imediatamente.

Para o molho branco, derreto manteiga em uma panela pequena. Acrescento farinha e misturo. Vou despejando leite frio aos poucos, misturando com um batedor (fouet) e acrescentando mais leite conforme ele for sendo incorporado. Tempero com sal e pimenta-do-reino. Cozinho alguns minutos em fogo baixo, para que a farinha fique bem cozida e parte da água evapore. Normalmente, 1 colher de manteiga e 1 colher de farinha são suficientes para 200 ml de leite.

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Sementes Sakama

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Da esquerda para direita: Shishito; um tipo de pimenta doce, que fica ótimo em tempuras e espetinhos. Tah-sai, verdura de origem chinesa. Mizuna, de folhas estreitas, consumida em cozidos (nabemonos) ou saladas.

Comprei através do site das Sementes Sakama. Além dessas, eles comercializam sementes de vários outros vegetais importados do Japão. As sementes de mizuna brotaram em poucos dias. Mal posso esperar para que cresçam e eu possa usa-las!

PS: Não, não ganhei desconto nem brinde da empresa por escrever sobre ela. Aliás, não tenho patrocinador e ninguém me manda produtos para testar…

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Baumkuchen

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Creio que foi a Yoko quem se lamentou pelos Baunkuchen desaparecidos das lojas da Liberdade.

Esse bolo,de origem alemã, também é popular no Japão. Em formato de roda, tem como características os anéis concêntrico, que lembram os de uma tora de madeira, além da textura firme, porém macia.

Porém, não é possível fazê-los em casa. Para ficarem perfeito, é preciso de um rolo giratório, sobre o qual a massa é despejada. Depois que cada camada doura, é coberta com mais massa.

O que apresento é uma adaptação. Usei uma frigideira retangular, um rolo de papelão (que uso para fazer tamagoyaki) e papel alumínio. O resultado foi satisfatório. Dá para matar a saudade. A idéia copiei deste site, mas não a receita. Usei farinha de amêndoas e brandy para chegar ao sabor que conheço.

baunkuchen

3 gemas

50 gramas de açúcar

100 gramas de manteiga

25 gramas farinha de amêndoas

15 ml (cerca de 1 colher de sopa) de brandy ou rum

Gotas de baunilha

3 claras

50 gramas de açúcar

60 gramas de farinha de trigo

50 gramas de amido de milho

1 grama de fermento em pó

Bata as gemas com 50 gramas de açúcar e a manteiga amolecida, até ficar de cor clara. Adicione o brandy e a baunilha e misture.

Bata as claras em neve. Adicione 50 gramas de açúcar aos poucos, sem parar de bater, até formar um merengue. Misture às gemas, sem bater.

Adicione a farinha peneirada com o amido e  o fermento.

Pegue um rolo de papel, embrulhe com papel alumínio e unte com manteiga.

Despeje um pouco de massa em uma frigideira aquecida, em fogo baixo. Deixe dourar e enrole a massa no rolo. Acomode esse rolo de massa em um extremo da frigideira, despeje mais massa e, depois de dourada, torne a enrola-la. Prossiga assim, dando voltas de massa, até terminar.

Se a massa dourar rápido demais, retire a frigideira do fogo por alguns instantes.

Deixe amornar, retire o tubo do centro. Corte e sirva depois de frio.

PS: Outra opção é assar no forno, em uma forma redonda, despejando camada sobre camada, assim que dourar. Certamente a aparência será diferente.

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Biscoito de Polvilho “de Vento”

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Sempre que encontro ou converso ao telefone com LP (Luiz Paulo Portugal, que contribuiu aqui com o passo-a-passo dos donuts e o post sobre iogurte caseiro), falamos sobre comida. Dividimos a mesma paixão por ingredientes, técnicas, hábitos e a ciência envolvida. E a conversa sempre rende algo – desde gargalhadas ou idéias para novas receitas.

Mas desta vez foi um pouco diferente.

Há dias senti-me indignada com o preço dos biscoitos de polvilho, daqueles, “de vento”. Diante das prateleiras, pensei: “sou ou não sou uma cozinheira?” Peguei uns pacotes de polvilho azedo e segui para o caixa, cheia de determinação.

Dois dias depois, conversando com meu amigo sobre o polvilho (doce e azedo), lembrei do biscoito de polvilho. Ia fazer a receita que já fiz e que faz sucesso aqui em casa.  LP já foi espetando: biscoito de polvilho não vai ovos.

E foi chegando a hora do jantar. E eu fiquei com o biscoito martelando na minha cabeça. Virou desejo ardente. Enquanto fazia o jantar, sovava a massa do biscoito, seguindo as orientações dele: nada de ovos, um bom bocado de gordura (gordura mesmo, sem adição de água; banha, óleo ou manteiga, nada de margarina light).

Só posso dizer que depois do jantar, minha mãe estava refestelada no sofá, assisitindo ao noticiário, com uma mão cheia de biscoitos. É um dos petiscos favoritos dela. Uma receita rendeu muito. Estes 4 potes e mais uma fornada que foi devorada assim que ficou pronta. Brinquei com as possibilidades e misturei cebola em pó em parte da massa e curry em outra. Ficou muito bom.

500 gramas de polvilho azedo

400 ml de água fervente

150 gramas de banha

400 ml de leite

Sal (não medi, creio que usei meia colher de sopa, talvez mais)

Ferva a água com o sal e a banha. Despeje sobre o polvilho azedo. Misture.

Quando amornar, vá sovando e adicionando leite. Ou use uma batedeira com gancho para massa. De vez em quando eu gosto de – literalmente – pôr a mão na massa.

Coloque a massa em um saco plástico grosso ou use um saco de confeiteiro com um bico fino e liso. Esprema porções de massa, deixando espaço entre eles, porque crescem bastante. Não é necessário untar a forma.

Leve ao forno quente nos primeiros minutos, até estufarem. Evite abrir a porta do forno. Abaixe a temperatura e deixe que sequem, sem que escureçam muito, porque ficam amargos.

Acrescentei um pouco de cebola em pó. Não medi, mas creio que foi um pouco mais de uma colher de chá, assim como o curry. Mas as opções são muitas: ervas secas, pimenta-do-reino ou vermelha, páprica e, porque não? doce.

PS: Sim, eu re-utilizo potes plásticos.

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Tofu Grelhado Com Carne Moída

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Nice falou-me de um prato chinês onde o tofu era coberto com carne moída e tostado na frigideira. Como não sei bem como ele e feito, fiz minha versão, brincando com outro prato chinês feito com tofu e carne moída: o Mabo Tofu.

200 gramas de carne moída (bovina ou suína)

2 colheres de sopa de cebolinha picada

1 colher de chá de suco de gengibre

2 colheres de sake

Sal e pimenta do reino à gosto

1 gema (ou 1/2 ovo)

Amido de milho

1 xícara de caldo de galinha (use o mais suave que puder, sem muitos condimentos ou ervas)

1 colher de sopa de tobanjan (pasta de pimenta chinesa; na falta, use pimenta vermelha misturada a pasta de soja – miso)

1 colher de chá de molho hoisin (se não encontrar, não se preocupe; não use ou use um pouco de shoyu, a receita continuará boa)

Tofu firme, cortado em pedaços com cerca de 2 cm de espessura e pouco maiores que uma peça de dominó.

Misture a carne moída com o sal, pimenta, suco de gengibre, sake e cebolinha. Adicione a gema ou o meio ovo (o problema é o que fazer com a outra metade do ovo).

Coloque os pedaços de tofu sobre a tábua de carne. Polvilhe com amido de milho (fica mais fácil e homogêneo e usar uma peneira pequena). Espalhe a pasta de carne sobre ele.

Aqueça um pouco de óleo. Coloque os bocados de tofu na frigideira, com a carne para baixo. Deixe dourar. Vire com cuidado. Deixe dourar o lado do tofu também.

Misture a pasta de pimenta chinesa e o molho hoisin. Junte 1 colher de sopa (rasa) de amido de milho. Adicione o caldo de galinha. Despeja na frigideira pelas laterais (não derrame sobre o tofu). Cozinhe até engrossar. Se gostar, adicione gotas de óleo de gergelim.

PS: A pasta de pimenta chinesa pode variar de ardor, de fabricante para fabricante. Ajuste conforme seu gosto.

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Suplemento Agrícola do Estadão

A receita que fiz de Shioga Gari (Conserva de Gengibre) há um bom tempo foi publicada na seção de Cartas do suplemento agrícola do jornal O Estado de São Paulo de ontem.

Para ler a íntegra e ver a foto. clique aqui.

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(Quase) Macarons de Matcha

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É a minha terceira tentativa de fazer macarons. Digo “quase” porque o “pé” não ficou bem formado e a textura acabou sendo um pouco pegajosa. Mas acho que da próxima vez eu acerto! Usei como recheio um ganache de chocolate meio-amargo. A combinação é ótima, o matcha confere um aroma único e, ao contrário do que se pensa, não é amargo.

100 gramas de claras

100 gramas de açúcar

100 gramas de açúcar de confeiteiro

97 gramas de farinha de amêndoas

3 gramas de matcha (chá verde em pó)

Gotas de corante alimentício verde

Recheio:

100 gramas de creme de leite fresco

200 gramas de chocolate meio-amargo

Bata as claras em neve. Adicione o açúcar aos poucos, batendo sempre. Bata até formar um merengue. Pegue um pouco da mistura entre os dedos e esfregue; não deverá sentir os grãos de açúcar. Adicione o matcha, bata até misturar. Adicione gotas de corante e misture.

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Misture a farinha de amêndoas com o açúcar de confeiteiro. Junte ao merengue e misture. Continue misturando até que a massa ganhe uma certa fluidez. Deverá escorrer da espátula em uma fita larga.

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Coloque a massa em um saco de confeitar com bico redondo liso. Faça porções sobre papel impermeável, sem untar (estou usando o Assatudo). Deixe secar um pouco. Eu sequei por apenas 15 minutos em um dia úmido. Da próxima vez, experimentarei deixar até formar uma película sobre eles.

Coloque uma assadeira sobre outra (pelo menos no meu caso, meu forno queima muito embaixo) e leve ao forno baixo por 7 minutos. Retire a assadeira e deixe a porta do forno ligeiramente aberta. Asse por mais 15 minutos (mas da próxima vez, irei deixar menos tempo, talvez 12).

Deixe esfriar na própria assadeira. Eles descolaram com facilidade. Enquanto quentes, são muito delicados e quebram ao toque.

Para o recheio, aqueça o creme de leite. Adicione o chocolate picado finamente, até derreter. Empregue frio. Una os macarons dois a dois com o creme. Renderam cerca de 40.

O que pode dar errado: O forno sempre é um problema. O ideal seria usar um forno elétrico, já que é difícil controlar a temperatura do forno à gás. E cada forno varia muito. Como também não tenho um termômetro muito confiável, não arrisco a passar valores de temperatura. Talvez, da próxima vez eu faça os Bocadinhos de Castanha e Chocolate e asse por menos tempo.

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12º Festival do Japão

Começou hoje o 12º Festival do Japão.

Os horários são:

17 (sexta) das 12:00 às 21:00 hs

18 (sábado) das 10:00 às 21:00 hs

19 (domingo) das 10:00 às 18:00 hs

Mais informações, no site do Festival:

http://www.festivaldojapao.com/

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